MODERNISMO CONTEMPORÂNEO
POESIA
Nesta há duas constantes:
a) Uma reflexão cada vez mais acurada e crítica sobre a realidade e a busca de novas formas de expressão; mantêm nomes consagrados como João Cabral, Mário Quintana, Drummond no painel da literatura.
a) Uma reflexão cada vez mais acurada e crítica sobre a realidade e a busca de novas formas de expressão; mantêm nomes consagrados como João Cabral, Mário Quintana, Drummond no painel da literatura.
b) Afirmação de grupos que usavam técnicas
inovadoras como: sonoridade das palavras, recursos gráficos, aproveitamento
visual da página em branco, recortes, montagens e colagens.
As principais vanguardas poéticas prendem-se aos
grupos:
Concretismo, Poema-Processo, Poesia-Social, Tropicalismo; Poesia-Social e Poesia-Marginal.
Concretismo, Poema-Processo, Poesia-Social, Tropicalismo; Poesia-Social e Poesia-Marginal.
Concretismo
O concretismo foi idealizado e realizado pelos irmãos Haroldo e Augusto de Campos e por Décio Pignatari . Em 1952 esse movimento começou a ser divulgado através da revista "Noigrandes"("antídoto contra o tédio" em linguagem provençal), mas seu lançamento oficial aconteceu em 1956, com a Exposição Nacional da Arte Concreta em São Paulo. Suas propostas aparecem no Plano- Piloto da Poesia Concreta; assinado por seus inventores:
O concretismo foi idealizado e realizado pelos irmãos Haroldo e Augusto de Campos e por Décio Pignatari . Em 1952 esse movimento começou a ser divulgado através da revista "Noigrandes"("antídoto contra o tédio" em linguagem provençal), mas seu lançamento oficial aconteceu em 1956, com a Exposição Nacional da Arte Concreta em São Paulo. Suas propostas aparecem no Plano- Piloto da Poesia Concreta; assinado por seus inventores:
Poesia concreta: produto de uma evolução crítica de
formas, dando por encerrado
o ciclo histórico do verso ( unidade rítmico- formal), a poesia concreta começa por tomar conhecimento do espaço gráfico como agente estrutural, espaço qualificado estrutura espácio- temporal, em vez de desenvolvimento meramente temporístico ¬linear, daí a importância da idéia do ideograma, desde o seu sentido geral de sintaxe espacial ou visual, até o seus sentido específico (fenollosa/pound) de método de compor baseado na justa posição direta -analógica não lógico¬discursiva - de elementos. (...). Poesia concreta: uma responsabilidade integral perante a linguagem, realismo total, contra uma poesia de expressão, subjetiva e hedonística. Criar problemas exatos e resolvê-los em termos de linguagem sensível um arte geral da palavra. o poema- produto: objeto útil (grifos nossos).
o ciclo histórico do verso ( unidade rítmico- formal), a poesia concreta começa por tomar conhecimento do espaço gráfico como agente estrutural, espaço qualificado estrutura espácio- temporal, em vez de desenvolvimento meramente temporístico ¬linear, daí a importância da idéia do ideograma, desde o seu sentido geral de sintaxe espacial ou visual, até o seus sentido específico (fenollosa/pound) de método de compor baseado na justa posição direta -analógica não lógico¬discursiva - de elementos. (...). Poesia concreta: uma responsabilidade integral perante a linguagem, realismo total, contra uma poesia de expressão, subjetiva e hedonística. Criar problemas exatos e resolvê-los em termos de linguagem sensível um arte geral da palavra. o poema- produto: objeto útil (grifos nossos).
Vários poemas desse período não apresentam versos;
"jogam" com a forma e o fundo, aproveitando o espaço gráfico em sua
totalidade, "brincam" com o significado e o significante do signo
lingüístico, rejeitam a idéia de lirismo e tratam de forma inusitada o tema. O
poema é como um quadro, sem ligações com o universo subjetivo; esse
"objeto" concreto é passível de manipulação e permite múltiplas leituras
(de cima para baixo; da direita para a esquerda, em diagonal, etc.).
Como pode-se perceber, retomam procedimentos que
remontam às vanguardas do início do século, tais como Cubismo e Futurismo. Seus
recursos são os mais variados: experiências sonoras ( aliterações,
paronomásias;; caracteres tipográficas variadas (formas e tamanhos);
diagramação; criação de neologismos... O poeta é um artesão da civilização
urbana, sintonizado com o seu tempo.
Poesia - Práxis
Em 1962, Mário Chamie lidera em grupo dissidente, contra o radicalismo dos "mais concretos" e instaura a poesia-práxis. Em sua obra Lavra-lavra faz uma espécie de manifesto:
"as palavras não são corpos inertes, imobilizados a partir de quem as profere e as usa... As palavras são corpos- vivos. Não vítimas passivas do contexto.
Em 1962, Mário Chamie lidera em grupo dissidente, contra o radicalismo dos "mais concretos" e instaura a poesia-práxis. Em sua obra Lavra-lavra faz uma espécie de manifesto:
"as palavras não são corpos inertes, imobilizados a partir de quem as profere e as usa... As palavras são corpos- vivos. Não vítimas passivas do contexto.
O autor práxis não escreve sobre temas, ele parte
de "áreas"(seja uma fato externo ou emoção), procurando conhecer
todos os significados e contradições possíveis e atuantes dessas áreas, através
de elementos sensíveis que conferem a elas realidade e existência".
A poesia-práxis preocupou-se com a palavra- energia, que gera outras palavras - uma valorização do ato de compor. É o que se vê no poema Agiotagem, de Mário Chamie:
A poesia-práxis preocupou-se com a palavra- energia, que gera outras palavras - uma valorização do ato de compor. É o que se vê no poema Agiotagem, de Mário Chamie:
Agiotagem
um dois três
o juro: o prazo
o pôr/ o cento/ o mês/ o ágio porcentagio.
dez cem mil
o lucro: o dízimo
o ágio/ a moral/ a monta em péssimo empréstimo.
um dois três
o juro: o prazo
o pôr/ o cento/ o mês/ o ágio porcentagio.
dez cem mil
o lucro: o dízimo
o ágio/ a moral/ a monta em péssimo empréstimo.
muito nada tudo a quebra: a sobra a monta/ o pé/ o
cento/ a quota haja nota agiota.
Fragmento do Poema "LAVRADOR" (Mário Chamie)
LAVRA: Onde tendes pá, pé e o pó sermão da cria: tal terreiro
DOR: Onde tenho a pó, o pé e a pá quinhão da via: tal meu meio de plantar sem água e sombra.
LAVRA: Onde está o pó, tendes cãimbra;
Poema-código (ou semiótico) e Poema / Processo.
Em 1964, Décio Pignatari e Luiz Ângelo Pinto, lançaram a idéia do poema- código ou semiótico, predominantemente visual, incorporando outras linguagens (jornal, propaganda), montando um texto à maneira dadaísta.
Fragmento do Poema "LAVRADOR" (Mário Chamie)
LAVRA: Onde tendes pá, pé e o pó sermão da cria: tal terreiro
DOR: Onde tenho a pó, o pé e a pá quinhão da via: tal meu meio de plantar sem água e sombra.
LAVRA: Onde está o pó, tendes cãimbra;
Poema-código (ou semiótico) e Poema / Processo.
Em 1964, Décio Pignatari e Luiz Ângelo Pinto, lançaram a idéia do poema- código ou semiótico, predominantemente visual, incorporando outras linguagens (jornal, propaganda), montando um texto à maneira dadaísta.
Uma outra variante do Concretismo foi uma
radicalização ainda maior - o poema - processo -, criação de Wladimir Dias Pino
e Alvares de Sá, utilizando sobretudo signos visuais e dispensando o uso da
palavra.
A poética da resistência: A poesia -social
Seu principal mentor é o maranhense Ferreira
Gullar, que, em 1964, rompe com a poesia concreta e retoma o verso discursivo e
temas de interesse social (guerra- fria, corrida atômica, neocapitalismo,
terceiro mundismo), buscando maior comunicação com o leitor e servir como
testemunha de uma época. Após o golpe militar e a AI-5, empreende uma
verdadeira "poesia de resistência". ao lado de outros escritores,
artistas e compositores (J.J. Veiga, Thiago de Mello, Affonso Romano de
Sant'Ana, Antônio Callado, Gianfrancesco Guarnieri, Chico Buarque, Oduvaldo
Viana Filho...).
Tropicalismo
O movimento musical popular chamado Tropicalismo originou-se, ainda na década de 60, nos festivais de M. P. B. realizados pela TV Record, que projetaram no cenário nacional, os jovens Caetano Veloso, Gilberto Gil, o grupo Os Mutantes e Tom Zé, apoiados em textos de Torquato Neto e Capinam e nos arranjos do maestro Rogério Duprat.
O movimento musical popular chamado Tropicalismo originou-se, ainda na década de 60, nos festivais de M. P. B. realizados pela TV Record, que projetaram no cenário nacional, os jovens Caetano Veloso, Gilberto Gil, o grupo Os Mutantes e Tom Zé, apoiados em textos de Torquato Neto e Capinam e nos arranjos do maestro Rogério Duprat.
Com humor, irreverência, atitudes rebeldes e
anarquistas os tropicalistas procuravam combater o nacionalismo ingênuo que
dominava o cenário brasileiro, retomando o ideário e as propostas do Movimento
Antropofágico de Oswald de Andrade. Dessa forma, propunham a devoração e de
deglutição de todo e qualquer tipo de cultura, desde as guitarras elétricas dos
Beatles até a Bossa Nova de João Gilberto e o "nordestinismo" de Luiz
Gonzaga.
Características dos textos:
ironia e paródia, humor e fragmentação da realidade; enunciação de flashes cinematográficos aparentemente desconexos, ruptura com os padrões tradicionais da linguagem ( pontuação sintaxe etc.).
Suas influências foram fundamentais na música, mas repercutiram também na literatura e no teatro.
Com o AI-5, seus representantes foram perseguidos e exilados.
A partir daí, a linguagem artística ou se cala ou se metaforiza ou apela para meios não convencionais de divulgação.
ironia e paródia, humor e fragmentação da realidade; enunciação de flashes cinematográficos aparentemente desconexos, ruptura com os padrões tradicionais da linguagem ( pontuação sintaxe etc.).
Suas influências foram fundamentais na música, mas repercutiram também na literatura e no teatro.
Com o AI-5, seus representantes foram perseguidos e exilados.
A partir daí, a linguagem artística ou se cala ou se metaforiza ou apela para meios não convencionais de divulgação.
A Poesia Marginal
Segundo a professora Samira Youssef Campedelli (M
Literatura, História e Texto, 3, Saraiva) "a poesia desenvolvida sob a
mira da polícia e da política nos anos 70 foi uma manifestação de denuncia e de
protesto, uma explosão de literatura geradora de poemas espontâneos, mal-acabados,
irônicos, coloquiais, que falam do mundo imediato do próprio poeta, zombam da
cultura, escarnecem a própria literatura.
A profusão de grupos e movimentos poéticos, jogando
para o ar padrões estéticos estabelecidos, mostra um poeta cujo perfil pode ser
mais ou menos assim delineado ele é jovem, seu campo é a banalidade cotidiana,
aparentemente não tem nem grandes paixões nem grandes imagens, faz questão de
ser marginal". Experimentalismo, moralidade, ideologia e irreverência são
algumas de suas características.
A divulgação dessa obra foge do "circuito
tradicional": são textos fechados em muros; jornais, revistas e folhetos
mimeografados ou impressos em gráficas de fundo de quintal e vendidas em mesas
de restaurantes, portas de cinemas, teatros e centros culturais; happening e
shows musicais; até uma "chuva de poesia" foi realizada no centro de
São Paulo, da cobertura do edifício Itália, em 1980.
Ainda de acordo com a Professora Samira (opuscit,
p.354) "Recupera-se alguns laços com a produção do primeiro Modernismo
(1922) - poemas -minuto, poemas ¬piada; experimentaram-se técnicas como a
colagem e a desmontagem dadaístas; praticaram-se formas consagradas, como o
sonetos ou o haicai; tudo foi possível dentro do território livre da poesia
marginal, como bem atestam os poemas de Paulo Leminsky, à moda grafite, com
sabor de haicai:
NÃO DISCUTO COM O DESTINO O QUE PINTAR EU ASSINO
Representantes desse grupos: Wally Salomão, Cacaso,Capinam, Alice Ruiz, Charles, Chacal, Torquato Neto e Gilberto Gil (Marginalia e "Geléia Geral")
o céu não cai do céu
O céu não cai do céu, poema de Régis Bonvicino
Não é rara também a paródia, assim como a metalinguagem.
Enquanto os concretistas atribuem grande importância à construção do poema, os marginais preocupam-se sobretudo com a expressão, ora de fatos triviais, ora de seus sentimentos. Por isso, boa parte dessa poesia marca-se por um tom de conversa íntima, de confissão pessoal.
Representantes desse grupos: Wally Salomão, Cacaso,Capinam, Alice Ruiz, Charles, Chacal, Torquato Neto e Gilberto Gil (Marginalia e "Geléia Geral")
o céu não cai do céu
O céu não cai do céu, poema de Régis Bonvicino
Não é rara também a paródia, assim como a metalinguagem.
Enquanto os concretistas atribuem grande importância à construção do poema, os marginais preocupam-se sobretudo com a expressão, ora de fatos triviais, ora de seus sentimentos. Por isso, boa parte dessa poesia marca-se por um tom de conversa íntima, de confissão pessoal.
Outras Tendências
Alguns poetas não se filiam a nenhuma dessas tendências, ou constituindo obra pessoal ou seguindo novos caminhos, ainda muito novos e incertos para serem "catalogados"; ou retomando a linha criativa de poetas já consagrados, como Drummond, Murilo Mendes e João Cabral.
São eles: Adélia Prado,Manuel de Barros,José Paulo Paes,Cora Coralina; entre outros.
Alguns poetas não se filiam a nenhuma dessas tendências, ou constituindo obra pessoal ou seguindo novos caminhos, ainda muito novos e incertos para serem "catalogados"; ou retomando a linha criativa de poetas já consagrados, como Drummond, Murilo Mendes e João Cabral.
São eles: Adélia Prado,Manuel de Barros,José Paulo Paes,Cora Coralina; entre outros.
Prosa
Assim como na Poesia, na Prosa o período pós -moderno caracteriza-se por uma
pluralidade de tendências e estilos.
A partir dos anos 70, vão -se quebrando limites
entre os gêneros literários : romance e conto, conto e crônica, crônica e
notícia; desdobram-se e acabam incorporando técnicas e linguagens, antes fora
de seus domínios. Dessa forma, aparecem romances com ares de reportagens;
contos parecidos com poemas em prosa ou com crônicas, autobiografias com lances
romanescos narrativos que adquirem contornos de cena teatral; textos que se
constroem por justaposição de cenas, reflexões, documentos ...
O Romance
O romance ora segue as linhas tradicionais, aprofundando-se e enriquecendo-as com novos temas; ora inova, criando novas nuances de prosa.
Há diversos tipos de romance
O romance ora segue as linhas tradicionais, aprofundando-se e enriquecendo-as com novos temas; ora inova, criando novas nuances de prosa.
Há diversos tipos de romance
Romance regionalista:
Seguindo um caminho tradicional, iniciado desde o Romantismo, uma safra de bons escritores continua a retratar o homem no ambiente das zonas rurais, com seus problemas geográficos e sociais.
Seguindo um caminho tradicional, iniciado desde o Romantismo, uma safra de bons escritores continua a retratar o homem no ambiente das zonas rurais, com seus problemas geográficos e sociais.
Ex:
Mário Palmério (Vila dos Confins, Chapadão do Bugre),José Cândido de Carvalho (O Coronel e o Lobisomem), Bernardo Élis (O tronco),Herberto Sales (Além dos Maribus), Antônio Callado (Quarup); entre outros.
Mário Palmério (Vila dos Confins, Chapadão do Bugre),José Cândido de Carvalho (O Coronel e o Lobisomem), Bernardo Élis (O tronco),Herberto Sales (Além dos Maribus), Antônio Callado (Quarup); entre outros.
Romance Intimista:
Na mesma linha de sondagem interior, de indagação dos problemas humanos, iniciada por Clarice Lispector, vários autores exploram o interior de personagens angustiadas, desnudando seus traumas, problemas psicológicos, religiosos, morais e metafísicos:
Na mesma linha de sondagem interior, de indagação dos problemas humanos, iniciada por Clarice Lispector, vários autores exploram o interior de personagens angustiadas, desnudando seus traumas, problemas psicológicos, religiosos, morais e metafísicos:
Ex:
Lygia Fagundes Telles (Ciranda de Pedra, As Meninas),Autran Dourado (Ópera dos Mortos, O Risco no Bordado),Osman Lins (O Fiel e a Pedra), Lya Luft (Reunião de Família ), Aníbal Machado (João Ternura), Fernando Sabino (O Encontro Marcado), Josué Montello (Os degraus do Paraíso), Chico Buarque (Estorvo); entre outros.
Lygia Fagundes Telles (Ciranda de Pedra, As Meninas),Autran Dourado (Ópera dos Mortos, O Risco no Bordado),Osman Lins (O Fiel e a Pedra), Lya Luft (Reunião de Família ), Aníbal Machado (João Ternura), Fernando Sabino (O Encontro Marcado), Josué Montello (Os degraus do Paraíso), Chico Buarque (Estorvo); entre outros.
Romance urbano - social
Documenta os grandes centros urbanos com seus
problemas específicos : a burguesia e o proletariado em constante luta pela
ascensão social, luta de classes, violência urbana, solidão, angústia e
marginalização.
Ex:
José Condé (Um Ramo para Luísa),Carlos Heitor Cony (O ventre), Antônio Olavo Pereira (Marcoré), Marcos Rey, Luís Vilela, Ricardo Ramos, Dalton Trevisan e Rubem Fonseca.
José Condé (Um Ramo para Luísa),Carlos Heitor Cony (O ventre), Antônio Olavo Pereira (Marcoré), Marcos Rey, Luís Vilela, Ricardo Ramos, Dalton Trevisan e Rubem Fonseca.
Romance político A censura calou, durante um tempo,
as vozes dos meios de comunicação de massa fazendo com que o romance passasse a
suprir essa lacuna, registrando o dia-a-dia da história, fazendo surgir novas
modalidades de prosa:
a) paródia histórica. Ex: Márcio de Sousa (Galvez,
o Imperador do Acre), Ariano Suassuna (A Pedra do Reino), João Ubaldo Ribeiro
(Sargento Getúlio).
b) o romance reportagem, com emprego de linguagem
jornalística e enredos com relatos de torturas, como veículo de denúncia e
protesto contra a opressão.
Ex: Ignácio de Loyola Brandão (Zero, não Verás País Nenhum), Antônio Callado (Quarup, Reflexos do baile), Roberto Drummond (Sangue de Coca- Cola) e Rubem Fonseca (O Caso Morel).
Ex: Ignácio de Loyola Brandão (Zero, não Verás País Nenhum), Antônio Callado (Quarup, Reflexos do baile), Roberto Drummond (Sangue de Coca- Cola) e Rubem Fonseca (O Caso Morel).
c) o romance policial, com aspectos urbanos e
políticos aparece na ficção de Marcelo Rubens Paiva (Bala na Agulha) e de Rubem
Fonseca; este último, considerado o melhor nesse gênero, escreveu "A
Grande Arte", "Bufo & Spallanzani" ,"Vastas Emoções e
Pensamentos Imperfeitos"dentre outros.
d) o romance histórico, que consegue fundir
narrativa policial, fatos políticos e abordagem histórica tem grandes
representantes como a obra "Agosto" de Rubem Fonseca, que retrata os
acontecimento políticos que levaram Getúlio Vargas ao suicídio; "Boca do
Inferno" de Ana Miranda que retrata a Bahia do século XVII e os
envolvimentos políticos e amorosos de Gregório de Matos; Fernando Morais
seguindo esta linha escreve "Olga", a história da esposa de Luís
Carlos Prestes, entregue aos alemães nazistas pelo governo de Getúlio.
No Realismo Fantástico e no Surrealismo alguns
escritores constroem metáforas que representam a situação do Brasil utilizando
situações absurdas e assustadoras.
Ex:
Murilo Rubião é o pioneiro (O Pirotécnico Zacarias, O Ex-Mágico); J. J. Veiga (Sombras de Reis Barbudos, A Hora dos Ruminantes); Moacir Scliar (A Balada do Falso Messias, Carnaval dos Animais); Érico Veríssimo (Incidente em Antares).
Romance Memorialista e / ou autobiográfico
Essa tendência surge na ficção brasileira na década de 80, misturando autobiografia, relatos de viagens memoriais e reflexões de intelectuais que viveram no exílio ou foram testemunhas das atrocidades cometidas pelo regime militar.
Murilo Rubião é o pioneiro (O Pirotécnico Zacarias, O Ex-Mágico); J. J. Veiga (Sombras de Reis Barbudos, A Hora dos Ruminantes); Moacir Scliar (A Balada do Falso Messias, Carnaval dos Animais); Érico Veríssimo (Incidente em Antares).
Romance Memorialista e / ou autobiográfico
Essa tendência surge na ficção brasileira na década de 80, misturando autobiografia, relatos de viagens memoriais e reflexões de intelectuais que viveram no exílio ou foram testemunhas das atrocidades cometidas pelo regime militar.
Ex: Pedro Nava (Baú de Ossos),Érico Veríssimo (Solo
de Clarineta I e II), Fernado Gabeira(O que é isso Companheiro? e O Crepúsculo
do Macho), Marcelo Rubens Paiva (Feliz Ano Velho).
Romances experimentais e metalingüísticos
Desenvolvem novas técnicas de narrativa e trabalho linguístico que apresentam estrutura fragmentária.
Romances experimentais e metalingüísticos
Desenvolvem novas técnicas de narrativa e trabalho linguístico que apresentam estrutura fragmentária.
Ex:
Osman Lins (Avalovara), Ignácio de Loyola Brandão (Zero), Ivan Ângelo (A Festa),Antônio Callado (Reflexos do Baile).
Osman Lins (Avalovara), Ignácio de Loyola Brandão (Zero), Ivan Ângelo (A Festa),Antônio Callado (Reflexos do Baile).
O Conto e a Crônica
A partir dos anos 70, houve uma verdadeira explosão
editorial do conto e da crônica, por serem narrativas curtas, condensadas e
atenderem à necessidade de rapidez do mundo moderno. Novas dimensões foram
introduzidas no conto tradicional : subversão da seqüência narrativa,
interiorizarão do relato, colagem de flashes e imagens, fusão entre poesia e
prosa, evocação de estados emocionais.
A crônica, texto ligeiro, de interpretação
imediata, com flagrantes do cotidiano, também passou a agradar o leitor
tornando-se popular.
Autores que se destacam nesses dois gêneros:
Contos:
Lygia F. Telles,Osmar Lins, Murilo Rubião,Autran Dourado, Homero Homem, Moacyr Scliar, Oto Lara Resende,Dalton Trevisan,J. J. Veiga,Nélida Pinon, Rubem Fonseca, João Antônio,Domingos Pelegrim Jr,Ricardo Ramos, Marina Colasanti,Luís Vilela,Marcelo Rubens Paiva, Ivan Ângelo e Hilda Hilst.
Lygia F. Telles,Osmar Lins, Murilo Rubião,Autran Dourado, Homero Homem, Moacyr Scliar, Oto Lara Resende,Dalton Trevisan,J. J. Veiga,Nélida Pinon, Rubem Fonseca, João Antônio,Domingos Pelegrim Jr,Ricardo Ramos, Marina Colasanti,Luís Vilela,Marcelo Rubens Paiva, Ivan Ângelo e Hilda Hilst.
Crônica:
Rubem Braga,Vinícius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Raquel de Queiroz,Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Álvaro Moreira,Sérgio Porto (Stanislau Ponte Preta), Lourenço Diaféria, Luís Fernando Veríssimo eJoão Ubaldo Ribeiro.
Rubem Braga,Vinícius de Moraes, Paulo Mendes Campos, Raquel de Queiroz,Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Álvaro Moreira,Sérgio Porto (Stanislau Ponte Preta), Lourenço Diaféria, Luís Fernando Veríssimo eJoão Ubaldo Ribeiro.
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