sexta-feira, 23 de novembro de 2012



DISCIPLINA  - LÍNGUA PORTUGUESA, LITERATURA E REDAÇÃO
PROFA. IRACEMA
CARACTERÍSTICAS  DA LITERATURA    - POESIA  -  PÓS -  MODERNA
São muitas as características da poesia atual. Elas variam  do  Concretismo  ao Poema Processo e Poema-Práxis, mas há uma semelhança entre
ambas:
a)Reformulação da "arte pela arte",objeto artesanal (forma disciplinada);  b)Valorização do ritmo e da forma;
c)Temática humana universal, valorização do homem(universal);  d)Ausência de sinais de pontuação;
e)Valorização do espaço em branco; f)Estrutura ideogramática, apelo à comunicação não-verbal;
g)Aproveitamento da linguagem de propaganda, de recortes de jornais, revistas, etc. h)Valorização da pintura, escultura, música e decoração;
i)Mensagem geometrizada;  j)Leitura pluridemensional, leitura não discursiva;  l)Valorização da palavra em si, contra o verso como unidade rítmica;
m)A reformulação do poema que não deverá ser outra coisa, senão poema; n)Aproveitamento do tape, do cinema, da fotografia (imagens).  

CARACTERÍSTICAS DOS PARTICIPANTES

RUBEM FONSECA – HIPER REALISMO:
Volta-se ao espaço urbano;   Temas: alienação, violência; marginalização, nevrose, loucura… Personagens: marginais, polícias,  magnates, jornalistas, escritores…
Estilo: 1.Linguagem coloquial, registo vulgar;  2.Protagonistas/narradores caracterizados negativamente pelas suas acções
  3.Falta de comentários por parte de um narrador heterodiegético.

LYGIA FAGUNDES TELES:
1)Diferente de muitas escritoras, ela nunca manteve um diário. A razão é simples: Lygia       tem certeza de que acabaria inventando tudo.
2) A realidade  virar ficção, e ficção da melhor qualidade, como a que ela produz há tanto tempo.
3)Nunca considerou a possibilidade de escrever um livro de memórias ou uma autobiografia, sob o risco de reinventar a própria vida com sabor de romance.
4) Lygia é reservada.
5)Prefere expor suas emoções na voz dos personagens -no que eles dizem e, principalmente, no que não dizem, marca registrada de seu estilo.
6)Para ela, o final importa menos do que o desenrolar da história, na literatura e na vida real. ''Do início até o último porto, só interessa a viagem: às vezes tem tempestade, ondas enormes cobrem o barco; depois vem a calmaria e podemos desfrutar de um horizonte claro. Mas se durante essa travessia a gente prosseguir desejando o bom, o belo e o verdadeiro, então tudo terá valido a pena.''

NELSON RODRIGUES:
Nelson Falcão Rodrigues nasceu no Recife, em 23 de agosto de 1912, o quinto filho de uma família de catorze. Quando tinha três anos, seu pai, Mário Rodrigues, foi tentar a  sorte no Rio de Janeiro, capital da República. O combinado era que tão logo  encontrasse trabalho, chamava a família para ir a seu encontro. Maria Esther, sua  esposa, não agüentou esperar. Em 1916, empenhou as jóias e mandou um telegrama  para o marido, já avisando do embarque naquele mesmo dia. Nelson conta, nas  "Memórias" publicadas no "Correio da Manhã", que se não fosse a atitude da mãe, o pai jamais teria permanecido no Rio.  Muita gente conhece e reconhece Nelson Rodrigues como um escritor de grande fôlego e importância dentro do panorama do moderno teatro brasileiro. Mas poucos têm notícia de Susana Flag, um pseudônimo adotado por Nelson em quatro romances que circularam, sob a forma de folhetim, entre os anos de 1944 a 1947. Talvez por essa razão, a iniciativa da Editora Nova Fronteira de publicar "Meu Destino é Pecar" tenha suscitado nos leitores uma curiosidade só saciada quando se chega ao final de 587 páginas dessa primeira aventura em que Nelson está travestido de Susana. 
Não se pode negar, conhecendo a sua história pessoal e seu longo e decisivo percurso como teatrólogo e como cronista, que o impulso que induz à leitura é a curiosidade em torno do porquê do pseudônimo e a inevitável busca das obsessões temáticas e estilísticas que marcaram definitivamente esse escritor brasileiro. 

FERREIRA  GULLAR
¨      Linguagem lógica ou discursiva;  aproximação consequente entre a palavra e o objeto descrito conduz à utilização de recursos imprevistos;
¨      Cortes de frases, isolamento da palavra, aproveitamento gráfico da página;
¨      Sua linguagem, captando o ritmo das coisas, parece, gesticula;
¨      Neoconcretismo de Ferreira Gullar é o objeto artístico que adquire dimensão humana;
¨      É expressivo e digno de um grande campo de interpretação;
¨      É nesse contexto neoconcretista que o poeta se insere, explorando o silêncio e as suas múltiplas partículas;
¨      A curiosidade do primeiro espectador de um tempo em metamorfose, a intensificação do consciente pronunciado;
¨      Uma grande parte da sua obra poética é acessível ao grande (termo que na poesia deveria sempre vir entre aspas) público;
¨      As palavras e as ideias não são, em geral, intelectualizadas, possuindo a estrutura poemática um efeito direto e não menos forte, suprimindo habilmente as barreiras que a linguagem por vezes impõe;
¨      E isto, claro, sem ignorar as imagens, comparações e metáforas que essa poesia nos oferece, muitas delas ligadas ao físico e ao palpável, o que acaba por ser, eu diria, uma marca da poesia de Ferreira Gullar.

ADÉLIA PRADO
A)A revalorização da identidade feminina, como ser pensante e ser maternal.
B)Aqui, o grande valor desta poeta. Ou seja, Adélia conseguiu conciliar a intelectual      com a mãe, esposa e dona-de-casa; ela conseguiu o equilíbrio entre o feminismo (  movimento agressivo) com o feminino (natureza intrínseca).
C)Em seus poemas, estão muito bem colocadas as figuras masculinas ( pai, marido,      filho), sem observamos sinais de conflito, fato este que não se observa nas poetas   mais atuais.
D)A característica de sua poética? Lírica, suave, simples, leve. E com um estilo próprio,      diferente de Cecília Meireles (considerada, ainda, o grande expoente feminino da  poesia brasileira. 

ARIANO VILAR SUASSUNA
Nasceu a 16 de junho de 1927, na cidade de Nossa Senhora das Neves, então capital da Paraíba. Foi Professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco durante mais de trinta anos e é imortal da Academia Brasileira de Letras desde 1990. Hoje, ocupa o cargo de Secretário da Cultura do Estado de Pernambuco.
Dentro do panorama dramatológico brasileiro, o teatro de Suassuna é visto de forma diferenciada por apresentar características de uma criação pessoal e original. Ao reutilizar como fonte de criação a literatura de cordel tradicional do Nordeste brasileiro associando-a com uma literatura convencionalmente rotulada como "erudita", vinda de Roma e passando pelo teatro popular de Gil Vicente; Suassuna dissolve por completo paradigmas, fricciona conceitos e propicia montagens e conexões originais favorecendo a criação de um espaço semiótico rico e polifônico. Seus autos, além de explorar muitos recursos estéticos, se prestam à análise dos elementos estéticos do teatro observados pelos semioticistas russos.
Para isso, justapõe temas de caráter universal como os binômios vida/morte e homem/ Deus a um nacionalismo pungente do qual afloram a seca, problemas econômicos, injustiças sociais, e, utiliza como cimento desta montagem, a evidente riqueza poética multiplicada através das inúmeras manifestações culturais de caráter popular.
Todo este exercício desenvolvido por Suassuna na composição de sua obra atingiria seu apogeu anos mais tarde, com o advento do Movimento Armorial - manifestação de caráter artístico-cultural nascida em Pernambuco na década de 70 que visava dar uma nova roupagem à cultura popular brasileira e , em, especial à cultura nordestina, nas suas mais variadas formas de expressão como pintura, música, escultura e literatura, entre outras.
Sua bibliografia reúne duas dezenas de peças teatrais, poesia, ficção e ensaios.
ANÁLISE DA OBRA DE ARIANO SUASSUNA -1.Construção das personagens -> cada personagem representa uma classe social - que é criticada - e, por vezes, possui um nome que o identifica a função que exerce na comunidade onde vive, ou apelidos cômicos, como acontece com João Grilo, Chico, a mulher do padeiro, todos do Auto da Compadecida;
2.religiosidade -> reforça a manipulação que o clero exerce sobre o povo mais simples, compactuando com os interesses econômicos representados por coronéis, bispos (Ariano Suassuna)  as figuras de diabos, anjos, Jesus e Nossa Senhora estarão presentes nas obras, com a devida evolução de linguagem no caso dos textos de Suassuna - dentre essas a figura que rouba a cena é a do diabo pela sua força expressiva e sua posição de juiz das almas já que enumera as falcatruas dos outros personagens (efetuando, inclusive, uma rememoração da história que está sendo contada)
3.crítica social -> os períodos históricos em que os autos são escritos apresentam características semelhantes: grande desnivelamento social, fome, desmandos de poderosos e, em se tratando das obras de Suassuna, há o agravante dos fatores naturais que tornam a vida do sertanejo muito difícil.
4.ironia -> é a grande marca que identifica os autores e é o grande recurso utilizado para elaborar a crítica.  Ariano Suassuna, o mesmo será comprovado no reconhecido Auto da compadecida, mas também em O santo e a porca e em Farsa da boa preguiça.

Características do Modernismo   - PÓS - MODERNISMO
  • Linguagem - Animismo: natureza vivente atuando como personagem;
  •  Identidades fluidas que se entrelaçam e reintegram;
  •  Tempo mítico e circular (repetição de comportamentos a partir de modelos arquetípicos) > anti-historicismo;
  • Coloquial, registo vulgar;
  • Protagonistas/narradores caracterizados negativamente pelas suas ações;
  • Falta de comentários por parte de um narrador heterodiegético;
  • Valoriza-se a visão mágica e intuitiva dos grupos étnicos;
  • Jogo teatral dentro dos textos;
  • Linguagem lógica ou discursiva.
  • Aproximação consequente entre a palavra e o objeto descrito conduz à utilização de recursos imprevistos;
  • Cortes de frases;
  • Isolamento da palavra;
  • Aproveitamento gráfico da página;
  • Sua linguagem, captando o ritmo das coisas, parece;
  • Gesticula;
  • Neoconcretismo de Ferreira Gullar é o objeto artístico que adquire dimensão humana;
  • É expressivo e digno de um grande campo de interpretação;
  • É nesse contexto neoconcretista que o poeta se insere, explorando o silêncio e as suas múltiplas partículas;
  • A curiosidade do primeiro espectador de um tempo em metamorfose, a intensificação do consciente pronunciado;
  • Uma grande parte da sua obra poética é acessível ao grande (termo que na poesia deveria sempre vir entre aspas) público;
  • Busca de novas formas para o teatro nacional pobre, que se limitava a copiar e representar obras europeias.
  • Levantamento de temas desagradáveis que, em geral, chocavam a sociedade burguesa.
  • Crítica às instituições e aos valores burgueses.
  • Fixação pela sexualidade, numa visão bastante freudiana do tema.
  • Obsessão pela morte, que o perseguiu sempre e se manifesta como solução em muitas de suas obras.
  • Imagens “caricaturas” dos personagens, tornando-os, muitas vezes, grotescos.
  • Frases curtas, reticentes, incompletas por epresentarem diálogos. Elas são feitas para serem ouvidas e não lidas.
  • As palavras e as ideias não são, em geral, intelectualizadas, possuindo a estrutura poemática um efeito direto e não menos forte, suprimindo habilmente as barreiras que a linguagem por vezes impõe;
  • E isto, claro, sem ignorar as imagens, comparações e metáforas que essa poesia nos oferece, muitas delas ligadas ao físico e ao palpável, o que acaba por ser, eu diria, uma marca da poesia de Ferreira Gullar.
  • Já as frases curtas, entrecortadas, emprestam velocidade e ação ao texto. Uma ou outra vez, algum clichê, ao que parece usado de forma irônica e consciente.
  • O que mais chama a atenção na literatura produzida por Adélia Prado é a religiosidade embutida e/ou subentendida em seus textos. Ela trata e retrata as coisas do cotidiano com perplexidade, entendimento e pureza. rSua obra é atemporal, moderna, transformando em lúdico a realidade descrita, fazendo com que os fatos mais corriqueiros ganhem uma beleza poética de grande extraordinariedade.
  • A característica de sua poética é Lírica, suave, simples, leve. E com um estilo próprio;
  • Rubem Fonseca -Revelando-se como um autêntico pós-modernista, o autor em  questão, exatamente como afirma Alfredo Bosi, revela-se como  um brutalista.
  • Inovação no cenário literário contemporâneo, datado a partir de 1975.
  • Implacavelmente dotado de um estilo realista, cujo aspecto se materializa por meio de um discurso sem rodeios, Rubem Fonseca não se contorce, trata as palavras tais quais elas são, beirando ao coloquialismo e, muitas vezes, aos próprios palavrões, assim sem maiores rodeios.
  • Fazem relevantes em muitas das obras dele: o erotismo, a pornografia e  a ironia.
  • O realismo de Rubem Fonseca é mórbido, misturando a aparência de normalidade burguesa com o instinto amoral. Seja no romance, seja no conto, o tom é agressivo e ameaçador, enquanto a linguagem, ao menos nos trabalhos iniciais, é coloquial e cheia de terminologia convencionalmente proibida.
  • Rubem Alves na literatura e na poesia encontrou a alegria que o manteve vivo nas horas más por que passou;
  •  Admirador de Adélia Prado, Guimarães Rosa, Manoel de Barros, Octávio Paz, Saramago, Nietzsche, T. S. Eliot, Camus, Santo Agostinho, Borges e Fernando Pessoa, entre outros;
  • Tornou-se autor de inúmeros livros, é colaborador em diversos jornais e revistas com crônicas de grande sucesso, em especial entre os vestibulandos;
  • Afirma que é “psicanalista, embora heterodoxo”, pois nela reside o fato de que acredita que no mais profundo do inconsciente mora a beleza. 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012


Escola de Referência de Ensino Médio Otacílio Nunes de Souza
Profa.  Iracema
Atividade de literatura  
Data:  24.08.12
Erro de português

Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

Oswald de Andrade
1-A que fato se refere o texto?
2- As palavras português e pena têm dois significados no contexto. Quais?
3- Leia um trecho do registro de 23 de abril, da carta de Pero Vaz de Caminha:
[...] Na noite seguinte ventou tanto sueste, com chuvaceiros, que fez caçar as naus e especialmente a capitânia. [...]

A versão de Oswald de Andrade para esse fato sintetiza a linguagem da carta. Copie o verso que corresponde a esse trecho da carta.

4- O poema levanta uma hipótese: a inversão do fato histórico.

a) Que verso exprime a condição para que tal hipótese pudesse ser concretizada?

b) Que versos exprimem a inversão dos fatos?


Os Sapos


Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."
Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo".

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...



Ronald de Carvalho declamou esse poema de Manuel Bandeira, em meio a vaias do público,  na Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, evento esse que Bandeira não participa, efetivamente.. Esse evento iniciou o Modernismo na Literatura e nas Artes no Brasil.





Vocabulário

Enfunando: inchando
Penumbra: escuridão
Deslumbra: ofusca, perturba a vista
Aterra: dá medo
Primo: sou hábil
Termos  cognatos: palavras de origem comum. Ex: terreno, terreiro, terra.
Frumento: trigo
Joio: erva daninha que cresce no meio do trigo
Clame grite
Céticas: descrentes
Perau: substantivo masculino 
1    Regionalismo: Rio Grande do Sul.
 
     declive que dá para um rio ou arroio
 
2    Regionalismo: Brasil.
 
     lugar íngreme, escarpado; precipício

ANÁLISE DE TEXTO POÉTICO  OS SAPOS - MANUEL BANDEIRA

1. Em  sua "Profissão de Fé", Olavo Bilac escreve:

    "Invejo o ourives quando escrevo:
                Imito o amor
     Com que ele, em ouro, o alto relevo
                Falo de uma flor."
    

     Em que trecho do poema de Manuel Bandeira há uma crítica explícita à concepção de arte de Bilac?

2. Qual a oposição entre poesia e artes poéticas?

3.Os vários tipos  de "sapos" citados no texto formam dois grupos.  Separe-os e explique o significado de cada grupo.

Bom trabalho.....Iracema




















quinta-feira, 26 de julho de 2012


CONTEÚDO DO SERIADO  UPE  - 2012:

PRIMEIRA FASE, SEGUNDA FASE E TERCEIRA FASE

LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA
SSA - 1ª Série
1. Leitura, compreensão e interpretação de elementos do  texto:  
1.1 análise de textos jornalísticos de teor informativo e/ou de divulgação científica e de anúncios publicitários, buscando identificar: propriedades específicas dos seus modos de organização;
1.2 conteúdo global e atribuição coerente de título, de divisão paragráfica de um texto e de outras normas gráficas de apresentação; 
1.3 estratégias de manutenção da unidade temática do texto e de sua progressão; 
1.4 relação entre informações do texto e conhecimentos prévios; 
1.5 identificação das palavras e ideias-chave do texto; 
1.6 recursos lexicais e gramaticais da coesão do texto; 
1.7 elementos da continuidade referencial do texto: emprego de substantivos
e determinantes, de pronomes e expressões de valor temporal ou espacial;
1.8 aspectos semânticos do vocabulário da língua (noções de polissemia, sinonímia, antonímia, hiperonímia, partonímia, campo semântico); 
1.9 identificação dos recursos linguísticos em relação ao
contexto em que o texto é construído (elementos de referência pessoal, temporal, espacial, registro linguístico, grau de formalidade, seleção lexical, tempos verbais); 1.10 reconhecimento da organização da macroestrutura semântica e das relações lógico-semânticas de articulação, como: adição, explicação, conclusão, oposição, restrição, temporalidade, finalidade, comparação, alternância, concessão etc. 

 2.Aspectos gramaticais e construção do texto:
2.1 emprego de verbos (regulares e irregulares): efeitos de sentido provocados pelo uso dos diferentes tempos e modos verbais; 
2.2 usos da língua culta: normas da concordância e da regência verbal;
2.3 o emprego do  sinal indicativo da crase; 
2.4 efeitos dos sinais de pontuação; 2.5 convenções ortográficas. 

3. Análise linguística e reflexão sobre a língua:
3.1 introdução às noções de norma e de variação linguística: variação linguística em decorrência de contextos regionais e sociais; marcas dos vários níveis de linguagem (do mais formal ao mais informal), nas modalidades oral e escrita da língua; o preconceito linguístico.

LITERATURA BRASILEIRA
1. O texto literário: 1.1 conceitos; especificidades, características e funcionalidade. 
1.2 estilo individual, estilo de época, texto e contexto social e histórico. 

2. Funções da linguagem: 
2.1as funções da linguagem no estudo do texto literário e não literário. 
2.2 conotação e denotação na análise de texto literário e não literário; 

3. Gêneros literários: 
3.1  lírico, épico, narrativo(conto, crônica, romance e novela) e dramático; 
3.2 aspectos constitutivos dos gêneros
literários.  

4. A plurissignificação da linguagem  literária:
4.1 intertextualidade e  Interdiscursividade;
4.2 – paródia e paráfrase. 

5. Estudo da gênese da literatura brasileira:
5.1 – a influência da literatura portuguesa na formação da literatura brasileira: da era medieval  
ao classicismo de Camões. 
5.2  - a informação e a missão  - a literatura de viagens e a de
catequese. 

6. O Quinhentismo. 
6.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária
do Brasil colonial. 
6.2 – A Carta de Caminha e Crônicas dos Viajantes. 

7. O Seiscentismo. 
7.1– contexto social e histórico: o estudo da produção literária da época seiscentista. 
7.2 - a poesia de Gregório de Matos, os Sermões de Padre Antônio Vieira.  

8. O Setecentismo.
8.1 –contexto social e histórico: o estudo da produção literária do período  setecentista. 8.2  - O arcadismo mineiro  - o épico, o lírico e o satírico. Cláudio Manoel da Costa. Tomás Antônio Gonzaga – José Basílio da Gama

  
Obras Literárias
1. GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas Chilenas. São Paulo: Martin Claret, 2007.
2. MATOS, Gregório de. Antologia. Porto Alegre: L&PM Editores, 1999.
3. OLIVIERI, Antonio Carlo e VILLA, Marco Antonio (Org.). Cronistas do Descobrimento. Série Bom Livro. São Paulo: Editora Ática, 1999.
4. TORERO, José Roberto e PIMENTA, Marcus Aurelius. Terra Papagalli. Rio de Janeiro,     2010.
5. VICENTE, Gil. Auto da Barca do Inferno. São Paulo: Martin Claret, 2010.


Sugestão de Filmes para o 1º Ano do Ensino Médio
1. Título no Brasil: Carlota Joaquina, Princesa do Brasil. Título Original: Carlota Joaquina -
Princesa do Brasil País de Origem: Brasil. Gênero: Comédia Tempo de Duração: 100
minutos. Ano de Lançamento: 1995 Estúdio/Distribuidora: Europa Filmes Direção:
Carla Camurati
2. Título no Brasil: O Nome da Rosa. Título Original: Der Name Der Rose. País de
Origem: França / Itália / Alemanha Gênero: Suspense Tempo de Duração: 131 minutos
Ano de Lançamento: 1986 Estúdio/Distribuidora: Warner Home Video Direção: JeanJacques Annaud
3. Título no Brasil: Caramuru  - A Invenção do Brasil. Título Original: Caramuru  - A
Invenção do Brasil País de Origem: Brasil Gênero: Comédia Classificação etária: 12  anos Tempo de Duração: 85 minutos Ano de Lançamento: 2001 Estúdio/Distrib.: Sony Pictures Direção: Guel Arraes
4. Título no Brasil: Narradores de Javé Título Original: Narradores de Javé País de
Origem: Brasil / França Gênero: Drama Tempo de Duração: 100 minutos Ano de
Lançamento: 2003. Direção: Eliane Caffé.

SSA - 2ª Série
1.Leitura, compreensão e interpretação de elementos do texto: análise de textos narrativos, de diferentes gêneros e esferas discursivas,  por exemplo, notícia, crônica, conto, história, canção, fábula, piada, lenda, etc., buscando identificar: 
1.1 Propriedades específicas dos elementos de organização narrativa; 
1.2 Relações entre diferentes tipos de linguagem e seus respectivos recursos expressivos;  
1.3 Propósitos comunicativos do texto; 
1.4 Papéis sociais dos interlocutores e sua repercussão na construção do texto; 
1.5 Relações do texto com seu contexto espaço-temporal e cultural de produção e circulação; 
1.6 Relações do texto com outros textos (intertextualidade); 
1.7 Informações explícitas e implícitas veiculadas no texto e produção de inferências; 
1.8 Efeitos de ênfase, contraste, ironia, atenuação, gradação, dúvida,
humor, etc., obtidos por meio de certos recursos lexicais e gramaticais; 
1.9 Procedimentos de coesão por substituição gramatical e lexical; 
1.10 Relações coesivas e semânticas entre palavras, orações, períodos ou parágrafos, promovidas por conectivos ou sequenciadores.  

2.Aspectos relativos à construção do textos: 
2.1 Interpretação de imagens, gráficos, tabelas, mapas, entre outros gêneros que se organizam em torno de recursos multimodais. 
2.2 Efeitos de sentido (surpresa, dúvida, ênfase, contraste, adesão, discordância, ironia, humor), provocados pelo uso de certas palavras e expressões ou de recursos gráficos como uso de parênteses, aspas, travessões, tipos de letras; 
2.3 Efeitos de sentido provocados pelo emprego da linguagem figurada (metáforas, metonímias, entre outras); 
2.4 Traços semânticos de radicais, prefixos e sufixos. 

3. Análise linguística e reflexão sobre a língua: 
3.1 Normas da concordância e da regência verbal; 
3.2  Colocação  das palavras, com destaque para a produção de sentidos em decorrência da posição da palavra no enunciado; 
3.3 Emprego do sinal indicador da crase; 
3.4 Emprego da pontuação.


 LITERATURA BRASILEIRA
1. O Romantismo. 
1.1 – contexto social e histórico: o estudo da produção literária do
período romântico brasileiro. 
1.2  – as fases da poesia romântica: nacionalista,
ultrarromântica e social. 
1.3 – a prosa romântica: indianista e urbana. 
1.3 – A literatura de transição, de Manoel Antonio de Almeida.
1.4 – o estudo das principais obras dos  seguintes autores: Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Castro Alves, Joaquim Manoel de  Macedo, José de Alencar e Manuel Antonio de Almeida.  

2. O Realismo.  
2.1 –  contexto social e histórico: o estudo da produção literária do período realista do Brasil.
2.2  – a relação entre o paradigma racionalista e a construção da estética realista e
naturalista do Brasil. 
2.3 - prosa as idiossincrasias da literatura de Machado de Assis
e de Aluísio Azevedo. 
2.4 – poesia parnaso-simbolista: o esteticismo de Olavo Bilac
entre o sensualismo e o perfeccionismo do verso, e Cruz e Souza entre o misticismo e a revolta contra o preconceito racial.

Obras Literárias
1. ALVES, Castro et al. Antologia de poesia brasileira: romantismo. São Paulo:
Ática, 1998.
2. ALENCAR, José de. Senhora. São Paulo: Ática, 1998.
3. ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 1998.
4. AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. São Paulo: Ática, 1998.
5. ALMEIDA, Manoel Antonio de. Memórias de um Sargento de Milícias. São Paulo,
Editora Moderna, 2011.


Sugestão de Filmes para o 2º Ano do Ensino Médio
1. Título no Brasil: Memórias Póstumas Título Original: Memórias Póstumas País de
Origem: Brasil Gênero: Comédia Tempo de Duração: 102 minutos Ano de Lançamento:
2001.  Site Oficial: http://www.brasfilmes.com.br/memoriaspostumas/ stúdio/Distribuidora.: Europa Filmes Direção: André Klotzel
2. Título no Brasil: Sociedade dos Poetas Mortos Título Original: Dead Poets Society País de Origem: EUA Gênero: Drama Classificação etária: 12 anos Tempo de Duração: 129 minutos Ano de Lançamento: 1989 Estúdio/Distribuidora.: Walt Disney Direção: Peter Weir
3. Título no Brasil: Guerra de Canudos Título Original: Guerra de Canudos País de
Origem: Brasil Gênero: Drama Tempo de Duração: 170 minutos Ano de Lançamento:
1997 Estúdio/Distribuidora.: Sony Pictures Direção: Sergio Rezende
4. Título no Brasil: Meia-Noite em Paris Título Original: Midnight in Paris País de Origem:
Espanha / EUA Gênero: Comédia / Romance Classificação etária: 12 anos Tempo de
Duração: 100 minutos Ano de Lançamento: 2011 Estreia no Brasil: 17/06/2011
Estúdio/Distrib.: Paris Filmes Direção: Woody Allen.

  
SSA - 3ª Série
1. Leitura, compreensão e interpretação de elementos do texto: análise de elementos da argumentação em gêneros diversos, como, artigos de opinião, entrevistas, charges, anúncios publicitários, fábulas etc., buscando reconhecer: 1.1 A tese e seus argumentos de sustentação e/ou de refutação; 
1.2 Os mecanismos enunciativos (formas de agenciamento de diferentes
pontos de vista na textualização, uso dos elementos de modalização); 
1.3 A citação como elemento argumentativo; 
1.4 Os conectivos e expressões adverbiais com valor argumentativo;
1.5 A organização e progressão temática; 
1.6 O tema principal de um texto; 
1.7 As relações temáticas entre textos; 
1.8 A síntese de textos ou de parágrafos;
1.9 As informações implícitas;
1.10 As relações entre textos verbais e elementos gráficos; 
1.11 A relação entre informações do texto e conhecimentos prévios; 
1.12 Ambiguidade, ironia, opiniões e valores no texto; 
1.13 Os modos de organização da composição textual (tipos textuais narrativo, descritivo, argumentativo, injuntivo, dialogal); 
1.14 A organização da macroestrutura semântica (dimensão conceitual), articulação entre as ideias/proposições (relações lógico-semânticas).  

2.Usos e formas de acesso aos gêneros digital: impacto e função social.  

3. Relações semântico sintáticas de coordenação e subordinação:
3.1 Relações lógico-discursivas (causalidade, temporalidade, conclusão, comparação, finalidade, oposição, condição, explicação, adição, entre outras) estabelecidas entre parágrafos, períodos ou orações; 
3.2 Elementos referenciadores e sequenciadores do texto; 
3.3 Aplicações e usos das relações semântico sintáticas de coordenação e subordinação na produção textual.  

4. Análise linguística e reflexão sobre a língua:
4.1 Aspectos linguísticos da construção do gênero textual; 
4.2 Estudo de aspectos formais do uso da língua: normas da ortografia oficial, regência e concordância, crase e colocação pronominal; 
4.3 Análise estilística e semântica no nível morfossintático; 
4.4 Reconhecimento da construção linguística da superfície textual: o uso de conectores, referência dêitica, sequencialização dos parágrafos; 4.5 Compreensão de processos interpretativos inferenciais: metáfora e metonímia.


LITERATURA BRASILEIRA
1. Pré-modernismo. 
1.1 - contexto social e histórico: o estudo da produção literária da
época. 
1.2 – o estudo dos seguintes autores e suas principais obras: Euclides da Cunha,
Lima Barreto, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos. 
2. As Vanguardas Europeias.
2.1 - contexto social e histórico: o estudo das diversas influências estéticas na literatura da época. 
2.2  – futurismo, cubismo, dadaísmo, expressionismo, impressionismo e
surrealismo. 

3 Modernismo. 
3.1 – Primeira Fase: A Semana de Arte de 22: a inovação de Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira. 
3.2 - Segunda Fase – o
Modernismo de 30: a poesia nas suas múltiplas faces: Cecília Meireles, Carlos
Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes. 
3.3  – O Regionalismo Nordestino: anarrativa vigorosa, a denúncia social e a forte oralidade na ficção Rachel de Queiroz, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos e Jorge Amado.  
3.4  - Terceira Fase - a GERAÇÃO de .45: João Cabral de Melo Neto ( o poeta engenheiro); Clarice Lispector (epifania clariciana) e João Guimarães Rosa (a linguagem reinventada). 

4. Tendências da Literatura Contemporânea. 
4.1  – Poesia Concretista: Ferreira Gullar, Decio Pignatari e Os Irmãos Campos. 
4.2  – As peculiaridades da produção literária dos seguintes autores: Mario Quintana, Paulo Leminski, Adélia Prado e Raimundo Carrero.
4.3 - O teatro brasileiro. - A visão inovadora de Nelson Rodrigues. 

5.2  – A denúncia social, o humor e a ironia de Ariano Suassuna.

Obras Literárias
1. CARRERO, Raimundo. A História de Bernarda Soledade. Recife: Editora Bagaço,
2005.
2. LISPECTOR, Clarice. A Hora da Estrela. Rio de Janeiro: Rocoo, 2010.
3. MELO NETO, João Cabral de. Morte e Vida Severina. Alfaguara Brasil, 2007.
4. RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2006.
5. ROSA, João Guimarães. Primeiras Estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
6. SUASSUNA, Ariano. A Farsa da Boa Preguiça. Rio de Janeiro: José Olympio,
2007.

Sugestão de Filmes para o 3º Ano do Ensino Médio
1. Título no Brasil: Baile Perfumado Título Original: Baile Perfumado País de Origem:
Brasil Gênero: Drama Tempo de Duração: 93 minutos Ano de Lançamento: 1997
Direção: Paulo Caldas / Lírio Ferreira
2. Título no Brasil: Diários de Motocicleta Título Original: The Motorcycle Diaries País de Origem: Argentina / EUA / Inglaterra / Cuba / Alemanha / México / Chile / Peru / França Gênero: Drama Tempo de Duração: 130 minutos Ano de Lançamento: 2004. Estreia no Brasil: 07/05/2004 Site Oficial: http://www.motorcyclediaries.net/ Estúdio/Distrib.: Buena Vista Direção: Walter Salles
3. Título no Brasil: A Hora Da Estrela Título Original: A Hora da Estrela País de Origem:
Brasil Gênero: Drama Tempo de Duração: 96 minutos Ano de Lançamento: 1986. Direção: Suzana Amaral 
4. Título no Brasil: O Auto da Compadecida Título Original: O Auto da Compadecida País de Origem: Brasil Gênero: Comédia Tempo de Duração: 104 minutos Ano de
Lançamento: 2000. Estúdio/Distribuidora.: Sony Pictures Direção: Guel