domingo, 29 de abril de 2012


ESQUEMA DA REDAÇÃO
 ( PASSO A PASSO ).

1-Tema.

 2-Título.

3-Introdução.

3.1-Palavras-chave da introdução.

4-Desenvolvimento - Três parágrafos.

4.1-Primeira palavra-chave.

4.2-Segunda palavra-chave.

4.3-Terceira palavra-chave.

5-Conclusão
(E assim concluímos que...+ síntese das palavras-chave e término (uma reflexão ou consideração final).


Os 10 mandamentos da Redação do Enem

Para ajudá-los a se dar bem no Enem, separamos algumas dicas para reforçar os cuidados que podem garantir uns pontinhos extras na redação do Enem.
1. Leitura atenta da proposta
Uma leitura cuidadosa da proposta de redação evita que o candidato fuja do tema. O entendimento correto do que está sendo solicitado pode garantir a eficácia da argumentação.

2. Leitura atenta
Os textos de introdução ao assunto apresentam diferentes olhares sobre o tema proposto. Estes trechos cumprem a tarefa de provocar a reflexão acerca da situação em questão.

3. Atenção às instruções
Respeitar o mínimo de oito linhas e máximo de 30, bem como escrever a caneta são quesitos fáceis de cumprir.

4. Rascunho
Todo texto bem construído tem como base um esboço. É o momento de organizar as ideias e esquematizá-las em parágrafos que obedeçam à estrutura da dissertação: introdução, desenvolvimento e conclusão.

5. Linguagem
Evite períodos muito longos e vocabulários requintados demais, além de clichês ou generalizações.

6. Marcas da oralidade
Expressões como “né”, “ok”, “tá”, gírias, palavras obscenas e xingamentos devem ser evitados.

7. Cuidado com o “internetês”
Abreviações do tipo “vc”, “hj”, “td” não caem bem em uma prova de redação que procura avaliar o domínio da língua portuguesa e a capacidade de argumentação do candidato.

8. Pessoa do discurso
É conveniente escolher a pessoa do discurso a ser usada (terceira pessoa do singular ou primeira pessoa do plural) e mentê-la em todo o texto.

9. Revisão
Antes de passar o texto a limpo, é aconselhável relê-lo para corrigir erros de ortografia, concordância verbal e nominal, pontuação e acentuação.

10. Treino em casa
Excelente
exercício para adquirir segurança e perder o medo de escrever é treinar em casa, nos meses que antecedem o exame, produzindo redações com temas de provas passadas.



REDAÇÃO – O ESTUDO DA DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA



Estrutura válida para um texto dissertativo-argumentativo de, no mínimo, 25 linhas, sem contar o título.
Vamos iniciar o estudo com alguns esclarecimentos sobre a primeira parte da estrutura que é a Tese, antes chamada de Introdução.
A Tese de uma dissertação deve ser clara, objetiva e concisa, preferencialmente. Esta precisa ser discutida, argumentada e concluída.
Seguem exemplos de teses, visto que uma das reclamações dos alunos é sempre esta:
" – Professora, eu não sei começar!"
Assim, os exemplos ajudarão a resolver esse impasse, dando inúmeras possibilidades ao aluno.
Vale lembrar que na tese deve sempre estar presente a palavra-chave do tema proposto.
MODELOS DE TESE

1Cena descritiva:
Exemplo:
O som invade a cidade. Buzinas estridentes atordoam os passantes. Edifícios altíssimos cobrem os céus cinzentos da metrópole. Uma fumaça densa e ameaçadora empresta a São Paulo o aspecto de fotografias antigas sombreadas pela cor do tempo. É a paisagem tristonha da poluição.

2 Uma frase declarativa ou afirmação:
Exemplo:
O artista contemporâneo, diante de um mundo complexo e agitado, tem por missão traduzir o mais fielmente possível essa realidade. Mesmo que pareça impossível impedir que o subjetivismo esteja presente, deve-se despir de opiniões já estabelecidas de pré-julgamentos ou preconceitos, a fim de que essa tradução seja fidedigna.
3 – Frases ou expressões nominais:
Exemplo:
Baixos salários. Médicos descontentes. Enfermagem pouco qualificada. Falta de medicamentos. Desvio de verbas. Hospitais insuficientes e mal aparelhados. Atendimento precário. Esse é o retrato da saúde pública brasileira.

4 – Resgate histórico ou dados retrospectivos:
Exemplo:
As primeiras manifestações de comunicação humana nas eras mais primitivas foram traduzidas por sons que expressavam sentimentos de dor, alegria ou espanto. Mais tarde, as pinturas rupestres surgiram como primeiros vestígios de tentativa de preservação de uma era...

5Citação: textual e comentada.
Exemplo:
Textual: "O escravo brasileiro, literalmente falando, só tem uma coisa: a morte." Joaquim Nabuco, grande teórico do movimento abolicionista brasileiro. Nabuco revela uma das características que o pensamento antiescravista apresenta: a nota de comiseração pelo escravo.
Comentada: O teórico Joaquim Nabuco, em sua comiseração pelo escravo brasileiro, disse que este só tem a própria morte. O movimento brasileiro antiescravista, quando já fortalecido, deixou bem clara essa pungente acusação nas palavras dos abolicionistas.

6 – Pergunta ou uma seqüência de perguntas:
Exemplo:
Os pensadores do século XIX propuseram nos termos da época as questões que, apesar de toda a posterior realidade, continuam a intrigar os críticos sociais: como funciona a mente de um político? Quais são os fatores imponderáveis que o levam a agir desta ou daquela maneira?

7 Definição:
Exemplo
O envelhecimento é um processo evolutivo que depende dos fatores hereditários, do ambiente e da idade, embora ainda não tenham sido descobertas as causa precisas que o determinam em toda a sua amplitude e diversidade.

8 Linguagem figurada:
Exemplo:
Os meios de comunicação, com sua velocidade estonteante de informação, fazem de cada homem um condômino do mundo. De repente, todos ficaram sabendo quase tudo, sem tempo para digerir 90% das informações que recebem; é uma ilha cercada de comunicações por todos os lados.

9 – Narração:
Exemplo:
O ano de 1997 foi marcado pela expansão da informática no país: realizaram-se as mais importantes feiras do mundo, apresentando novidades que deslumbraram os brasileiros. Os mais ávidos de atualizar-se transformaram-se em presas definitivas de um dos mercados mais lucrativos do planeta.


10 - Idéias contrastantes ou ponto de vista oposto:
Exemplo:
Enquanto muitos políticos brasileiros praticam a corrupção ao desviarem altíssimas somas em dinheiro do tesouro público, cerca de 30% da população sobrevive com menos de um salário mínimo. E para agravar, ainda temos episódios inaceitáveis como a proposta de aumento do salário dos deputados de R$ 12.000 para R$ 21.000!!

11 – Comparação:
Exemplo:
A era da informática veio aprofundar os abismos do país: de um lado, assistimos ao avanço tecnológico desfrutado por cerca de 2% da população; de outro, assistimos à crescente marginalização da maioria que sequer consegue alfabetizar-se minimamente.

12 – Contestação ou confirmação de uma citação:
Exemplo:
O computador liberta, afirmou Nicholas Negroponte, o pioneiro da era digital. Contudo, o modo como a informática vem se impondo parece angustiar o homem, gerando ansiedade que, longe de libertar, escraviza.

13 – Declaração surpreendente:
Exemplo:
Jamais houve cinema silencioso. A projeção das fitas mudas era acompanhada por música de piano ou pequena orquestra. No Japão e outras partes do mundo, popularizou-se a figura do narrador ou comentador de imagens, que explicava a história ao público. Muitos filmes, desde os primórdios do cinema, comportavam música e ruídos especialmente compostos.



A ARGUMENTAÇÃO
O desenvolvimento é a parte mais extensa do texto dissertativo. Compreende os argumentos (evidências, exemplos, justificativas etc.) que dão sustentação à tese – idéia central apresentada no primeiro parágrafo. O conteúdo dos parágrafos de desenvolvimento deve obedecer a uma progressão: repetir idéias mudando apenas as palavras resulta em redundância. É preciso encadear os enunciados de maneira que se completem (cada enunciado acrescentará informações novas ao anterior). Deve-se também evitar a reprodução de clichês, fórmulas prontas e frases feitas – recursos que enfraqueçam a argumentação.
Cabe lembrar, ainda, que a adequada utilização de seu repertório cultural será determinante para diversificar e enriquecer seus argumentos. Observe alguns exemplos de argumentação:

Tema: Televisão

Argumentação por exemplificação
Já foi criada até uma campanha – "Quem financia a baixaria é contra a cidadania" – para que sejam divulgados os nomes das empresas que anunciam nos programas que mais recebem denúncias de desrespeito aos direitos humanos. O mais importante nessa iniciativa é que a participação da sociedade, que pode abandonar a passividade e interferir na qualidade da programação que chega às casas dos brasileiros.

Argumentação histórica
Quem assiste à TV hoje talvez nem imagine que seu compromisso inicial, quando chegou ao país, há pouco mais de meio século, fosse com educação, informação e entretenimento. Não se pode negar que ela evoluiu –transformou-se na maior representante da mídia, mas em contrapartida esqueceu-se de educar, informa relativamente e entretém de maneira discutível.

Argumentação por constatação
Para além daquilo que a televisão exibe, deve-se levar em conta também seu papel social. Quem há não renunciou um encontro com amigou ou a um passeio com a família para não perder a novela ou a participação de algum artista num programa de auditório? Ao que tudo indica, muitos têm elegido a tevê como companhia favorita.

Argumentação por comparação
Enquanto países com Inglaterra e Canadá têm leia que protegem as crianças da exposição ao sexo e à violência na televisão, no Brasil não há nenhum controle efetivo sobre a programação. Não é de surpreender que muitos brasileiros estejam defendendo alguma forma de censura sobre a TV aberta.

Argumentação por testemunho
Conforme citado pelo jornalista Nelson Hoineff, "o que a televisão tem de mais fascinante para quem a faz é justamente o que ela tem de mais nocivo para quem a vê: sua capacidade aparentemente infinita de massificação". De fato, mais de 80% da população brasileira tem esse veículo como principal fonte de informação e referência.

A CONCLUSÃO DO TEXTO DISSERTATIVO
Quando elaboramos uma dissertação, temos sempre um objetivo definido: defender uma idéia, um ponto de vista. Para tanto, formulamos uma tese interessante, que será desenvolvida com eficientes argumentos, até atingir a última etapa da estrutura dissertativa: a conclusão. Assim, as idéias devem estar articuladas numa seqüência que conduza logicamente ao final do texto.
Não há um modelo único de conclusão. Cada texto pede um determinado tipo de fechamento, a depender do tema, bem como do enfoque escolhido pelo autor. Em textos com teor informativo, por exemplo, caberá a conclusão que condense as idéias consideradas. Já no caso de textos cujo conteúdo seja polêmico, questionador, será apropriada uma conclusão que proponha soluções ou trace perspectivas para o tema discutido.
Observe alguns dos procedimentos adequados para se concluir um texto dissertativo:
Síntese da discussão – apropriada para textos expositivos, limita-se a condensar as idéias defendidas ao longo da explanação.

Retomada da tese – é a confirmação da idéia central. Reforça a posição apresentada no início do texto. Deve-se, contudo, evitar a redundância ou mera repetição da tese.

Proposta(s) de solução – partindo de questões levantadas na argumentação, consiste na sugestão de possíveis soluções para os problemas discutidos.

Com interrogação (retórica) – só deve ser utilizada quando trouxer implícita a crítica procedente, que instigue a reflexão do leitor. É preciso evitar perguntas que repassem ao leitor a incumbência de encontrar respostas que deveriam estar contidas no próprio texto.





Tema de Redação 

Enem  - 1998 :    Aprender a viver

Mínimo de linhas:  quinze linhas.

Turmas: A, B  e C

domingo, 8 de abril de 2012


Escola de Referência em Ensino Médio Otacílio Nunes de Souza
Prof. Iracema
REVISÃO DOS CONTEÚDOS DE LITERATURA PARA OS TERCEIROS ANOS:
PRÉ-MODERNISMO 1902-1922
Introdução
       O que se convencionou chamar de Pré-Modernismo, no Brasil, não constitui uma escola literária. Na realidade, Pré-Modernismo é um termo genérico que designa toda uma vasta produção literária correspondente aos primeiros vinte anos do século XX.
      Enquanto a Europa se prepara para a Primeira Guerra Mundial, o Brasil vive a República do café-com-leite, dos grandes proprietários rurais. É a época áurea da economia cafeeira no Sudeste, é o momento da entrada de grandes. Levas de imigrantes,notadamente os italianos; é o esplendor da Amazônia, com o ciclo da borracha; é o surto da urbanização de São Paulo.
         Mas toda essa prosperidade vem deixar cada vez mais claros os fortes contrastes da realidade brasileira. É, também, o tempo de agitações sociais. Do abandonado Nordeste partem os primeiros gritos de revolta. Em fins do século XIX, na Bahia, ocorre a Revolta de Canudos, tema de Os Sertões, de Euclides da Cunha; nos primeiros anos do século XX, em todo o Sertão, assolado por constantes secas, vive-se o tempo do cangaço, com a figura lendária de Lampião.
       Essas agitações são sintomas da crise na República do café-com-leite, que se tornaria mais evidente na década e 1920, servindo de cenário  ideal para os questionamentos da Semana de Arte Moderna.

         PANORAMA HISTÓRICO
          
         O Imperialismo;
         Os barões do café;
         O atentado de Sarajevo;
         O Cangaço
         Características – Pré-Modernismo         (1902- 1922)

          Apesar de o Pré-Modernismo não constituir uma escola literária, apresenta traços característicos que evidenciam:
         Obras inovadoras que rompem com o passado, com o academicismo, a exemplo da poética de Augusto dos Anjos cuja tônica literária aponta palavras não-poéticas como cuspe, escarro, vômito, vermes.  
         A denúncia da realidade brasileira, do Brasil não-oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios.
          
          O regionalismo: o Norte e o Nordeste com Euclides da Cunha; o vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato; o Espírito Santo com Graça Aranha; o subúrbio carioca com Lima Barreto.
          
         Os tipos humanos marginalizados: o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, os mulatos.
          Uma Ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, diminuindo a distância entre a realidade e a ficção.
            A “descoberta de um Brasil desconhecido dos outros movimentos literários” é a principal herança do movimento pré-moderno.  
         PRINCIPAIS AUTORES E OBRAS
          
          Augusto dos Anjos (1884 – 1914): “Eu” (poesia)
         Euclides da Cunha (1864 – 1909): “Os Sertões”, contrastes e confrontos”
         Graça Aranha (1868 – 1931): “Canaã”
         Lima Barreto (1881 – 1922): “Recordações do Escrivão Isaias Caminha”, “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, “Numa e Ninfa”, “Clara dos Anjos”.
         Monteiro Lobato (1882 – 1948): “Urupês”, “Cidades Mortas”, “Reinações de Narizinho”, “O Poço do Viscon


         Vanguardas: em termos artísticos, designa aqueles que prevêem e anunciam o futuro, os novos tempos.

Expressionismo na literatura:
         Linguagem fragmentada, elíptica, constituída por frases nominais (basicamente aglomeração de substantivos e adjetivos), às vezes até sem sujeito;
         Despreocupação com a organização do texto em estrofes, com o emprego de rimas ou de musicalidade;
         Combate à fome, a inércia e aos valores do mundo burguês.
Futurismo na literatura:
         A destruição da sintaxe e a disposição das “palavras em liberdade”;
         O emprego de verbos no infinitivo, com vistas à substantivação da linguagem;
         A abolição dos adjetivos e dos advérbios;
         O emprego do substantivo duplo (burguês-burguês, burguês-níquel, mulher-golfo) em lugar do substantivo acompanhado de adjetivo;
         A abolição da pontuação, que seria substituída por sinais da matemática (+) , (-) , (=) , (<) , (>) e pelos sinais musicais;
         A destruição do eu , isto é, toda a psicologia;
         Onomatopéias e imagens que incorporam o som das engrenagens da máquina;
         Percepção por analogia
Ode triunfal

À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim
(...)                               

                 (Álvaro de Campos – heterônimo de Fernando Pessoa)
Cubismo na literatura:
         Humor;
         Antiintelectualismo;
         Valorização dos cinco sentidos;
         Superposição de planos – frases breves e rápidas – cinematográficas;
         Ilogismo – mais analógico que lógico.
Dadaísmo na Literatura:
         Agressividade, improvisação, desordem;
         Rejeição a qualquer tipo de racionalização e equilíbrio;
         Livre associação de palavras – o acaso substitui a inspiração, a brincadeira substitui a seriedade;
         Invenção de palavras com base na exploração da sonoridade.
Surrealismo na literatura:
         Imagens oníricas - extraídas do sonho, do imaginário;
         Metáforas surreais – realidade e sonho se conjugam;



 
Escola de Referência em Ensino Médio Otacílio Nunes de Souza
Prof. Iracema
REVISÃO    -   ROMANTISMO
·         Tendência que se manifesta nas artes e na literatura no final do sec. XVIII até o final do sec. XIX. Nasce na Alemanha, na França e na Inglaterra, mas é na França que ganha força e se espalha pela Europa e pelas Américas.
·         Individualismo e relativismo – base da atitude romântica
·         Opõe-se ao  racionalismo e ao rigor do neoclassicismo.
·         Defende a liberdade de criação e privilegia a emoção.
·         “O soluço em que rebenta um sentimento pessoal seria o objetivo da poesia.”
·          As obras valorizam o individualismo, o sofrimento amoroso, a religiosidade cristã, a natureza, os temas nacionais e o passado
·         São características do Romantismo:

• Liberdade de criação e de expressão
• Nacionalismo
• Historicismo
• Medievalismo
• Tradições populares
• Individualismo, egocentrismo
• Pessimismo
• Escapismo
• Crítica social
·         Criar uma identidade estética para o burguês.
·         Valorizar na obra o indivíduo e toda a sua complexidade emocional, abolindo o controle racional.
·         A profissionalização do artista.
·         Ampliação da circulação das obras por meio da publicação em jornais e revistas

AS TRÊ GERAÇÕES DO ROMANTISMO
·         1ª Geração  - conhecida também como nacionalista ou indianista, pois os escritores desta fase valorizaram muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como " bom selvagem" e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. Destaca-se nesta fase os seguintes escritores : Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza.
·         2ª Geração –
Conhecida como Mal do século, Byroniana ou fase ultra-romântica. Os escritores desta época retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade. Muitos escritores deste período morreram ainda jovens. Podemos destacar os seguintes escritores desta fase : Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.
·          Geração –
conhecida como geração condoreira, poesia social ou hugoana. textos marcados por crítica social. Castro Alves, o maior representante desta fase, criticou de forma direta a escravidão no poema Navio Negreiro.
·         A poesia é o principal veículo de expressão.
·         Frases diretas, metáforas, vocábulos estrangeiros, personificação e comparação são características marcantes. Busca da liberdade formal.
·         A literatura romântica consiste de um ponto de vista pessoal “ a palavra é um molde renovável a cada experiência, que é fugaz e irreproduzível”.
·         Alemanha- Nacionalismo – Expressão da “alma do povo. Walter Scott – Ivanhoé
·         Inglaterra – Exagero e exotismo – resgate do gótico medieval – Lord Byron
·         França – consciência social  -   Victor Hugo – Os miseráveis
Romantismo no Brasil
·         Surge em 1836, influenciado pela independência, em 1822, que desperta:
·         O desejo de exprimir o orgulho patriótico –o resgate do mito do “território sagrado”
·          O desejo de motivar uma literatura independente e diversa
·         Noção de atividade intelectual como tarefa patriótica na construção nacional.
Niterói, Revista Brasiliense de Ciência, letras e  artes – 1836, em Paris.  “Tudo pelo o Brasil e para o Brasil” –“Suspiros Poéticos e Saudades” é o marco do Romantismo no Brasil
·         Nacionalismo – manifestação de vida, exaltação afetiva, tomada de consciência, afirmação do próprio contra o imposto-soberania do tema local.
·         Romantismo – Transfigurador de uma realidade mal conhecida e atração pelos modelos europeus.
·         Indianismo – identificação do selvagem contra os desmandos e violência do colonizador.
1ª geração- Nacionalista ou indianista
  • Afirmação da identidade brasileira
  • Resgate do índio e da natureza como símbolo de nacionalidade
  • “A fundação da imprensa régia facilita a circulação das obras e, aos poucos, é formado um público leitor.”
  • Gonçalves Dias destaca-se pelas qualidades superiores de inspiração e consciência artística. Elabora poesias lírica-amorosa, mas se sobressai na lírica – indianista.
  • Regenerador da poesia nacional de Basílio da Gama e Frei Santa Rita Durão.
  • Temas: índio como herói, exoticidade e nativismo, patriotismo, religiosidade e Lirismo (amor platônico).
2ª Fase- Ultrarromântica ou Byroniana
  • Projeto literário – a idealização e o interesse por dois temas essencialmente românticos – AMOR X MORTE
  • Destacam-se Álvares de Azevedo, Fagundes Varela e Casimiro de Abreu.
  • Temas voltados para o egocentrismo.
  • Morte, satanismo, poesia cemiterial, tédio, solidão, saudosismo/escapismo, erotismo/sensualismo, volta da temática da natureza como escapismo.

3ª fase –Condoreira ou Hugoniana
  • Poesia de cunho social-destacam –se Castro Alves e Tobias Barreto.
  • Temas sociais (Abolição da escravatura e defesa da República
  • Tom declamatório – uso de exclamações, metáforas , apóstrofes e metáforas.
  • Exaltação da natureza
  • Características de sua obra
  • Uso das figuras de linguagem: comparação, metáfora, antíteses, hipérboles, etc
  • Libertação do egocentrismo: ao discutir os problemas sociais, o poeta deixa de se importar somente com ele e passa a se preocupar com todos ao seu redor
  • Gosto por espaços amplos e elementos da natureza: mar, infinito, céu, deserto, cachoeiras, tempestades, montanhas, etc.
  • Na poesia amorosa (lírica) de Castro Alves, a mulher aparece envolvida por um clima de erotismo e paixão.
  • O amor é encarado como uma experiência viável e concreta, que pode trazer felicidade e dor ao mesmo tempo.
  • O amor já é visto na sua fase “adulta” e “amadurecida” e não tão cheio de ilusões.

Prosa
  • O romance é uma espécie de contrapeso do individualismo romântico. Caracterizam-se em quatro vertentes:
  • Romance social (ou urbano) – A moreninha (Joaquim Manuel de Macedo) e Senhora ( José de Alencar).
  • Romance Histórico – As Minas de Prata (José de Alencar)
  • Romance indianista – Trilogia – O Guarani, Iracema e Ubirajara- José de Alencar.
  • Romance regionalista- transição para o realismo – A Escrava Isaura (Bernardo Guimarães) e Inocência (Visconde de Taunay)
  • Outros autores: Manuel Antônio de Almeida, Joaquim de Souza Andrade e Martins Pena  ( O Noviço).
  • Temas da ficção romântica
  • passadista e colonial - O Guarani e As Minas de Prata de Alencar, As Mulheres de Mantilha e O Rio do Quarto de Macedo, Maurício e O Bandido do Rio das Mortes de Guimarães...
  • indianista - Iracema e Ubirajara de Alencar, O Índio Afonso de Guimarães
  • sertaneja - O Sertanejo e O Gaúcho de Alencar, O Garimpeiro de Guimarães, Inocência de Taunay, O Cabeleira e o Matuto de Távora
  • urbanos ou de costumes - várias obras de Alencar como as três mulheres: Diva, Lucíola e Senhora; além de Cinco Minutos, A Viuvinha, Sonhos D’Ouro e Encarnação
  • documento do Rio do tempo de D. João - Memórias de um sargento de Milícias

*      Joaquim Manuel de Macedo
*      Atravessou todo o movimento romântico e nota-se em sua obra um progresso na técnica literária. Era o autor mais lido no Brasil até o final da década de 40 com O Guarani de Alencar.
*      São temáticas comuns ás suas obras: namoro difícil ou impossível, presença de jovens casadoiras e estudantes, mistérios de identidade de personagens e identificação final, conflito entre dever e paixão, alguma comicidade, espécie de documento de costumes da época. A linguagem é simples com tramas fáceis, amor e mistério culminando com um final feliz.
Obras:
*      Romance - A Moreninha (1844), O Moço Loiro (1845), Os Dois Amores (1848), Rosa (1849), Vicentina (1853), O Forasteiro (1856), O Culto do Dever (1865), A Luneta Mágica (1869), As Vítimas Algozes (1869), O Rio do Quarto (1869), As Mulheres de mantilha 91870), A Namoradeira (1870).
*      Várias peças de teatro, a poesia A Nebulosa (1857) e outros escritos.

Manuel Antonio de Almeida
*      Publica em folhetins Memórias de um Sargento de Milícias, obra totalmente inovadora para a sua época. Pode ser considerado o verdadeiro romance de costumes do Romantismo brasileiro, por não estar vinculado à visão burguesa. Retrata o povo em toda a sua simplicidade, malícia, humor e sátira. Sua descrição não se resume ao ambiente, mas introduz juízos de valor e crítica. Apresenta um anti-herói picaresco, que desde sua origem já está ligado ao real e ao humor. É considerado por muitos como um precursor do Realismo. Caracterizam a obra o estilo frouxo, linguagem por vezes até descuidada e um final feliz.
Obras:
*      Romance - Memórias de um sargento de Milícias (1852-53)
José Martiniano de Alencar
*      Consolidador do romance, um ficcionista que cai no gosto popular. Sua obra é um retrato fiel de suas posições políticas e sociais: grande proprietário rural, político conservador, monarquista, escravocrata, burguês. Pode-se perceber o medievalismo no personagem de O Guarani, Peri (bom selvagem) que deveria respeitar a realidade social de que ao senhor de tudo deve-se obediência, respeito e lealdade.
*      Defende o “casamento” entre o nativo e o colonizador numa troca de favores (temática presente em O Guarani - Ceci e família e Peri e em Iracema com Moacir, filho de Iracema e Martim. Tudo isso traduzido numa linguagem coloquial, diálogos bem feitos por sua formação de professor de Português.
*      Sua vasta obra conta com romances urbanos, históricos, regionais e rurais, além dos indianistas. Iracema é uma obra que denota as grandes características de Alencar: paisagista e pintor de perfis femininos.
Obras:
*      Romances: Cinco Minutos (1856), O Guarani (1857), Viuvinha (1860), Lucíola (1862), As Minas de Prata (1862), Diva (1864), Iracema (1865), O Gaúcho (1870), A Pata da Gazela (1870), O Tronco do Ipê (1871), Sonhos D’Ouro (1872), Til (1872), Alfarrábios (1873), A Guerra dos Mascates (1873), Ubirajara (1874), Senhora (1875), O Sertanejo (1875), Encarnação (1893).
*      Algumas peças de teatro, crônicas e autobiografia, crítica e a poesia inacabada O Filho de Tupã
Visconde de Taunay
*      Autor de Inocência, romance regionalista de tom sóbrio e detalhista quanto á paisagem. Obra de pouca fantasia, mas com as relações entre paisagem e o meio bem definidas. Alguns aproximam este romance de um estilo mais realista-naturalista.
Obras:
*      Romance: A Mocidade de Trajano (1872), Lágrimas do Coração (1873)
*      Narrativas: Histórias Brasileiras (1874)
*      Comédia: De mão à Boca se Perde a Sopa (1874)
*      Drama: Narrativas Militares. Cenas e Tipos (1878), Quadros da natureza (1882), Fantasias (1882), Amélia Smith (1886)

Franklin Távora
*      Produz uma obra regionalista num tom de manifesto, mas sem muita repercussão da temática nordestina em O Cabeleira. Temática voltada para o banditismo como efeito da miséria, latifúndio, secas e migrações.
obras:
*      Contos - A Trindade maldita (1861)
*      Romance - Os Índios do Jaguaribe (1862), A Casa de Palha (1866), O Cabeleira (1876), O Mulato (1878), Lourenço (1881)
*      Novela - Um Casamento no Arrebalde (1869)

Martins Pena
*      Ligado ao teatro, inaugura a comédia de costumes com uma sutil sátira social. Por isso sua obra foi aproximada de Memórias de um Sargento de Milícias. Autor com profundo grau de observação, trazendo à cena personagens típicos da sociedade da época.