domingo, 8 de abril de 2012


Escola de Referência em Ensino Médio Otacílio Nunes de Souza
Prof. Iracema
REVISÃO DOS CONTEÚDOS DE LITERATURA PARA OS TERCEIROS ANOS:
PRÉ-MODERNISMO 1902-1922
Introdução
       O que se convencionou chamar de Pré-Modernismo, no Brasil, não constitui uma escola literária. Na realidade, Pré-Modernismo é um termo genérico que designa toda uma vasta produção literária correspondente aos primeiros vinte anos do século XX.
      Enquanto a Europa se prepara para a Primeira Guerra Mundial, o Brasil vive a República do café-com-leite, dos grandes proprietários rurais. É a época áurea da economia cafeeira no Sudeste, é o momento da entrada de grandes. Levas de imigrantes,notadamente os italianos; é o esplendor da Amazônia, com o ciclo da borracha; é o surto da urbanização de São Paulo.
         Mas toda essa prosperidade vem deixar cada vez mais claros os fortes contrastes da realidade brasileira. É, também, o tempo de agitações sociais. Do abandonado Nordeste partem os primeiros gritos de revolta. Em fins do século XIX, na Bahia, ocorre a Revolta de Canudos, tema de Os Sertões, de Euclides da Cunha; nos primeiros anos do século XX, em todo o Sertão, assolado por constantes secas, vive-se o tempo do cangaço, com a figura lendária de Lampião.
       Essas agitações são sintomas da crise na República do café-com-leite, que se tornaria mais evidente na década e 1920, servindo de cenário  ideal para os questionamentos da Semana de Arte Moderna.

         PANORAMA HISTÓRICO
          
         O Imperialismo;
         Os barões do café;
         O atentado de Sarajevo;
         O Cangaço
         Características – Pré-Modernismo         (1902- 1922)

          Apesar de o Pré-Modernismo não constituir uma escola literária, apresenta traços característicos que evidenciam:
         Obras inovadoras que rompem com o passado, com o academicismo, a exemplo da poética de Augusto dos Anjos cuja tônica literária aponta palavras não-poéticas como cuspe, escarro, vômito, vermes.  
         A denúncia da realidade brasileira, do Brasil não-oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios.
          
          O regionalismo: o Norte e o Nordeste com Euclides da Cunha; o vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato; o Espírito Santo com Graça Aranha; o subúrbio carioca com Lima Barreto.
          
         Os tipos humanos marginalizados: o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, os mulatos.
          Uma Ligação com fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, diminuindo a distância entre a realidade e a ficção.
            A “descoberta de um Brasil desconhecido dos outros movimentos literários” é a principal herança do movimento pré-moderno.  
         PRINCIPAIS AUTORES E OBRAS
          
          Augusto dos Anjos (1884 – 1914): “Eu” (poesia)
         Euclides da Cunha (1864 – 1909): “Os Sertões”, contrastes e confrontos”
         Graça Aranha (1868 – 1931): “Canaã”
         Lima Barreto (1881 – 1922): “Recordações do Escrivão Isaias Caminha”, “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, “Numa e Ninfa”, “Clara dos Anjos”.
         Monteiro Lobato (1882 – 1948): “Urupês”, “Cidades Mortas”, “Reinações de Narizinho”, “O Poço do Viscon


         Vanguardas: em termos artísticos, designa aqueles que prevêem e anunciam o futuro, os novos tempos.

Expressionismo na literatura:
         Linguagem fragmentada, elíptica, constituída por frases nominais (basicamente aglomeração de substantivos e adjetivos), às vezes até sem sujeito;
         Despreocupação com a organização do texto em estrofes, com o emprego de rimas ou de musicalidade;
         Combate à fome, a inércia e aos valores do mundo burguês.
Futurismo na literatura:
         A destruição da sintaxe e a disposição das “palavras em liberdade”;
         O emprego de verbos no infinitivo, com vistas à substantivação da linguagem;
         A abolição dos adjetivos e dos advérbios;
         O emprego do substantivo duplo (burguês-burguês, burguês-níquel, mulher-golfo) em lugar do substantivo acompanhado de adjetivo;
         A abolição da pontuação, que seria substituída por sinais da matemática (+) , (-) , (=) , (<) , (>) e pelos sinais musicais;
         A destruição do eu , isto é, toda a psicologia;
         Onomatopéias e imagens que incorporam o som das engrenagens da máquina;
         Percepção por analogia
Ode triunfal

À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim
(...)                               

                 (Álvaro de Campos – heterônimo de Fernando Pessoa)
Cubismo na literatura:
         Humor;
         Antiintelectualismo;
         Valorização dos cinco sentidos;
         Superposição de planos – frases breves e rápidas – cinematográficas;
         Ilogismo – mais analógico que lógico.
Dadaísmo na Literatura:
         Agressividade, improvisação, desordem;
         Rejeição a qualquer tipo de racionalização e equilíbrio;
         Livre associação de palavras – o acaso substitui a inspiração, a brincadeira substitui a seriedade;
         Invenção de palavras com base na exploração da sonoridade.
Surrealismo na literatura:
         Imagens oníricas - extraídas do sonho, do imaginário;
         Metáforas surreais – realidade e sonho se conjugam;


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