DISCIPLINA - LÍNGUA
PORTUGUESA, LITERATURA E REDAÇÃO
PROFA. IRACEMA
CARACTERÍSTICAS
DA LITERATURA - POESIA - PÓS
- MODERNA
São muitas as
características da poesia atual. Elas variam do Concretismo
ao Poema Processo e Poema-Práxis, mas há uma semelhança entre
ambas:
a)Reformulação da
"arte pela arte",objeto artesanal (forma disciplinada); b)Valorização do ritmo e da forma;
c)Temática humana
universal, valorização do homem(universal);
d)Ausência de sinais de pontuação;
e)Valorização do
espaço em branco; f)Estrutura ideogramática, apelo à comunicação não-verbal;
g)Aproveitamento da
linguagem de propaganda, de recortes de jornais, revistas, etc. h)Valorização
da pintura, escultura, música e decoração;
i)Mensagem
geometrizada; j)Leitura
pluridemensional, leitura não discursiva;
l)Valorização da palavra em si, contra o verso como unidade rítmica;
m)A reformulação do
poema que não deverá ser outra coisa, senão poema; n)Aproveitamento do tape, do
cinema, da fotografia (imagens).
CARACTERÍSTICAS DOS PARTICIPANTES
RUBEM FONSECA – HIPER REALISMO:
Volta-se ao espaço urbano; Temas: alienação, violência; marginalização,
nevrose, loucura… Personagens: marginais, polícias, magnates, jornalistas, escritores…
Estilo: 1.Linguagem coloquial, registo vulgar; 2.Protagonistas/narradores caracterizados
negativamente pelas suas acções
3.Falta de
comentários por parte de um narrador heterodiegético.
LYGIA FAGUNDES TELES:
1)Diferente de muitas escritoras, ela nunca manteve
um diário. A razão é simples: Lygia
tem certeza de que acabaria inventando tudo.
2) A realidade
virar ficção, e ficção da melhor qualidade, como a que ela produz há
tanto tempo.
3)Nunca considerou a possibilidade de escrever um
livro de memórias ou uma autobiografia, sob o risco de reinventar a própria
vida com sabor de romance.
4) Lygia é reservada.
5)Prefere expor suas
emoções na voz dos personagens -no que eles dizem e, principalmente, no que não
dizem, marca registrada de seu estilo.
6)Para ela, o final importa menos do que o
desenrolar da história, na literatura e na vida real. ''Do início até o último
porto, só interessa a viagem: às vezes tem tempestade, ondas enormes cobrem o
barco; depois vem a calmaria e podemos desfrutar de um horizonte claro. Mas se
durante essa travessia a gente prosseguir desejando o bom, o belo e o
verdadeiro, então tudo terá valido a pena.''
NELSON
RODRIGUES:
Nelson Falcão Rodrigues nasceu no Recife, em 23 de
agosto de 1912, o quinto filho de uma família de catorze. Quando tinha três
anos, seu pai, Mário Rodrigues, foi tentar a
sorte no Rio de Janeiro, capital da República. O combinado era que tão
logo encontrasse trabalho, chamava a
família para ir a seu encontro. Maria Esther, sua esposa, não agüentou esperar. Em 1916,
empenhou as jóias e mandou um telegrama
para o marido, já avisando do embarque naquele mesmo dia. Nelson conta,
nas "Memórias" publicadas no
"Correio da Manhã", que se não fosse a atitude da mãe, o pai jamais
teria permanecido no Rio. Muita gente conhece e reconhece Nelson
Rodrigues como um escritor de grande fôlego e importância dentro do panorama do
moderno teatro brasileiro. Mas poucos têm notícia de Susana Flag, um
pseudônimo adotado por Nelson em quatro romances que circularam, sob a forma de
folhetim, entre os anos de 1944
a 1947. Talvez por essa razão, a iniciativa da Editora
Nova Fronteira de publicar "Meu Destino é Pecar" tenha suscitado nos
leitores uma curiosidade só saciada quando se chega ao final de 587 páginas
dessa primeira aventura em
que Nelson está travestido de Susana.
Não se pode negar, conhecendo a sua história
pessoal e seu longo e decisivo percurso como teatrólogo e como cronista,
que o impulso que induz à leitura é a curiosidade em torno do porquê do
pseudônimo e a inevitável busca das obsessões temáticas e estilísticas que
marcaram definitivamente esse escritor brasileiro.
FERREIRA GULLAR
¨ Linguagem
lógica ou discursiva; aproximação
consequente entre a palavra e o objeto descrito conduz à utilização de recursos
imprevistos;
¨ Cortes
de frases, isolamento da palavra, aproveitamento gráfico da página;
¨ Sua
linguagem, captando o ritmo das coisas, parece, gesticula;
¨ Neoconcretismo
de Ferreira Gullar é o objeto artístico que adquire dimensão humana;
¨ É
expressivo e digno de um grande campo de interpretação;
¨ É
nesse contexto neoconcretista que o poeta se insere, explorando o silêncio e as
suas múltiplas partículas;
¨ A
curiosidade do primeiro espectador de um tempo em metamorfose, a intensificação
do consciente pronunciado;
¨ Uma
grande parte da sua obra poética é acessível ao grande (termo que na poesia
deveria sempre vir entre aspas) público;
¨ As
palavras e as ideias não são, em geral, intelectualizadas, possuindo a
estrutura poemática um efeito direto e não menos forte, suprimindo habilmente
as barreiras que a linguagem por vezes impõe;
¨ E
isto, claro, sem ignorar as imagens, comparações e metáforas que essa poesia
nos oferece, muitas delas ligadas ao físico e ao palpável, o que acaba por ser,
eu diria, uma marca da poesia de Ferreira Gullar.
ADÉLIA PRADO
A)A revalorização da identidade feminina, como ser
pensante e ser maternal.
B)Aqui, o grande valor desta poeta. Ou seja, Adélia
conseguiu conciliar a intelectual
com a mãe, esposa e dona-de-casa; ela conseguiu o equilíbrio entre o
feminismo ( movimento agressivo) com o
feminino (natureza intrínseca).
C)Em seus poemas, estão muito bem colocadas as
figuras masculinas ( pai, marido,
filho), sem observamos sinais de conflito, fato este que não se observa
nas poetas mais atuais.
D)A característica de sua poética? Lírica, suave,
simples, leve. E com um estilo próprio,
diferente de Cecília Meireles (considerada, ainda, o grande expoente
feminino da poesia brasileira.
ARIANO VILAR SUASSUNA
Nasceu a 16 de junho de 1927, na cidade de Nossa Senhora das
Neves, então capital da Paraíba. Foi Professor de Estética da Universidade
Federal de Pernambuco durante mais de trinta anos e é imortal da Academia
Brasileira de Letras desde 1990. Hoje, ocupa o cargo de Secretário da Cultura
do Estado de Pernambuco.
Dentro do panorama dramatológico brasileiro, o teatro de Suassuna
é visto de forma diferenciada por apresentar características de uma criação
pessoal e original. Ao reutilizar como fonte de criação a literatura de cordel
tradicional do Nordeste brasileiro associando-a com uma literatura
convencionalmente rotulada como "erudita", vinda de Roma e passando pelo
teatro popular de Gil Vicente; Suassuna dissolve por completo paradigmas,
fricciona conceitos e propicia montagens e conexões originais favorecendo a
criação de um espaço semiótico rico e polifônico. Seus autos, além de explorar
muitos recursos estéticos, se prestam à análise dos elementos estéticos do
teatro observados pelos semioticistas russos.
Para isso, justapõe temas de caráter universal como os binômios
vida/morte e homem/ Deus a um nacionalismo pungente do qual afloram a seca,
problemas econômicos, injustiças sociais, e, utiliza como cimento desta
montagem, a evidente riqueza poética multiplicada através das inúmeras
manifestações culturais de caráter popular.
Todo este exercício desenvolvido por Suassuna na composição de sua
obra atingiria seu apogeu anos mais tarde, com o advento do Movimento Armorial
- manifestação de caráter artístico-cultural nascida em Pernambuco na década de
70 que visava dar uma nova roupagem à cultura popular brasileira e , em,
especial à cultura nordestina, nas suas mais variadas formas de expressão como
pintura, música, escultura e literatura, entre outras.
Sua bibliografia reúne duas dezenas de peças teatrais, poesia,
ficção e ensaios.
ANÁLISE DA OBRA DE ARIANO SUASSUNA -1.Construção das
personagens -> cada personagem representa uma classe social - que é
criticada - e, por vezes, possui um nome que o identifica a função que exerce
na comunidade onde vive, ou apelidos cômicos, como acontece com João Grilo,
Chico, a mulher do padeiro, todos do Auto da Compadecida;
2.religiosidade -> reforça a manipulação que o clero exerce
sobre o povo mais simples, compactuando com os interesses econômicos
representados por coronéis, bispos (Ariano Suassuna) as figuras de diabos, anjos, Jesus e Nossa
Senhora estarão presentes nas obras, com a devida evolução de linguagem no caso
dos textos de Suassuna - dentre essas a figura que rouba a cena é a do diabo
pela sua força expressiva e sua posição de juiz das almas já que enumera as
falcatruas dos outros personagens (efetuando, inclusive, uma rememoração da
história que está sendo contada)
3.crítica social -> os períodos históricos em que os autos são
escritos apresentam características semelhantes: grande desnivelamento social,
fome, desmandos de poderosos e, em se tratando das obras de Suassuna, há o
agravante dos fatores naturais que tornam a vida do sertanejo muito difícil.
4.ironia
-> é a grande marca que identifica os autores e é o grande recurso utilizado
para elaborar a crítica. Ariano
Suassuna, o mesmo será comprovado no reconhecido Auto da compadecida, mas
também em O santo e a porca e em Farsa da boa preguiça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário