quinta-feira, 23 de agosto de 2012


Escola de Referência de Ensino Médio Otacílio Nunes de Souza
Profa.  Iracema
Atividade de literatura  
Data:  24.08.12
Erro de português

Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português.

Oswald de Andrade
1-A que fato se refere o texto?
2- As palavras português e pena têm dois significados no contexto. Quais?
3- Leia um trecho do registro de 23 de abril, da carta de Pero Vaz de Caminha:
[...] Na noite seguinte ventou tanto sueste, com chuvaceiros, que fez caçar as naus e especialmente a capitânia. [...]

A versão de Oswald de Andrade para esse fato sintetiza a linguagem da carta. Copie o verso que corresponde a esse trecho da carta.

4- O poema levanta uma hipótese: a inversão do fato histórico.

a) Que verso exprime a condição para que tal hipótese pudesse ser concretizada?

b) Que versos exprimem a inversão dos fatos?


Os Sapos


Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."
Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo".

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...



Ronald de Carvalho declamou esse poema de Manuel Bandeira, em meio a vaias do público,  na Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, evento esse que Bandeira não participa, efetivamente.. Esse evento iniciou o Modernismo na Literatura e nas Artes no Brasil.





Vocabulário

Enfunando: inchando
Penumbra: escuridão
Deslumbra: ofusca, perturba a vista
Aterra: dá medo
Primo: sou hábil
Termos  cognatos: palavras de origem comum. Ex: terreno, terreiro, terra.
Frumento: trigo
Joio: erva daninha que cresce no meio do trigo
Clame grite
Céticas: descrentes
Perau: substantivo masculino 
1    Regionalismo: Rio Grande do Sul.
 
     declive que dá para um rio ou arroio
 
2    Regionalismo: Brasil.
 
     lugar íngreme, escarpado; precipício

ANÁLISE DE TEXTO POÉTICO  OS SAPOS - MANUEL BANDEIRA

1. Em  sua "Profissão de Fé", Olavo Bilac escreve:

    "Invejo o ourives quando escrevo:
                Imito o amor
     Com que ele, em ouro, o alto relevo
                Falo de uma flor."
    

     Em que trecho do poema de Manuel Bandeira há uma crítica explícita à concepção de arte de Bilac?

2. Qual a oposição entre poesia e artes poéticas?

3.Os vários tipos  de "sapos" citados no texto formam dois grupos.  Separe-os e explique o significado de cada grupo.

Bom trabalho.....Iracema




















3 comentários:

Sobre Redação disse...

1- R= A chegada dos portugueses ao Brasil.

2- R= Pena pode ser entendido com dois sentidos: o denotativo e o conotativo, expressa pena no sentido real(material) e pena no sentido de lamentação.
Português também pode ser entendo como português aquela possou de natural de Portugal e português no sintido de idioma.

3- R=caçar as naus e especialmente a capitânia

4- A) R=Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio.
glasses R=Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português. Quer dizer que se fosse numa manhã de sol o português teria tirado a roupa do índio.


Os Sapos

1- R= Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."
Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

2- R=A poesia tem por primeira finalidade exprimir seintimentos, e a arte poético é muito presa a forma,a estética.

3- R=Os que prezam muito pela estética e pela repetição de pelavra, e os que exprimem mais os sentimentos sem se procupar muito com a estética.


ALUNA: CAROLINE NUNES BARBOSA
3°A PROF: IRACEMA

Unknown disse...

Aluna: Yasmin Guimarães 3ª turma: A
1- A chegada dos portugueses ao Brasil.

2- Português: a língua portuguesa e a pessoa de nacionalidade portuguesa. Pena: Revestimento das aves (roupas indiginas) e dó.
3-“Debaixo de uma bruta chuva”
4- a. Fosse uma manhã de sol
b. O índio tinha despido /O português.
Analise do texto poético Os sapos – Manuel Bandeira
1- Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."
Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".
2- A poesia tem finalidade de exprimir sentimentos, e a arte poético é muito presa a forma, estética.

Larissa disse...

Aluna: Larissa Lustosa. 3° "A" n°:20
1- A chegada dos portugueses.

2- Pena pode ser entendido como a pena do índios, ou pena por vestir o índio.

3- Debaizo de uma bruta chuva.

4- a)Quando o português chegou.
Debaixo de uma bruta chuva,
vestiu o índio.
4- b)Fosse uma manha de sol,o índio tinha despido,o português.

OS SAPOS:

1- Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."
Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

2- A poesia tem por finalidade mostrar seintimentos, e a arte poético é muito presa a forma a estética.

3- Os que prezam muito pela estética e pela repetição das pelavras, e os que mostram mais os sentimentos sem se procupar muito com a estética.