quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

MENSAGEM  IMPORTANTE:

Há diversos tipos de pessoas. Podem ser comparadas às estrelas fixas, fugazes ou aos próprios cometas. As fugazes são aquelas que aparecem de repente, cruzam nossos caminhos, enchem-nos de esperança e desaparecem, da mesma forma que surgiram.
Fragmentam-se em sua própria existência , fragilidade, conseqüência . Também fragmentam a vida das pessoas com as quais convivem, mesmo que rápida ou instantaneamente. São as próprias estrelas cadentes, que nutrem-nos de desejos e mistérios e, ao sabor do atrito, partem-se na atmosfera, sublimando-se. Passam sem deixar rastro ou, quando deixam, este é logo apagado pelas intempéries da vida, tal como o vento a varrer as marcas nas areias de um deserto.

Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam ou retornam. Tal qual os cometas, algumas pessoas . Surgem por uns instantes apenas e arrancam-nos os sentimentos. São aqueles amigos de instantes, de conveniências. Apresentam-se brilhantes e vistosos. Acalentam-nos, envolvem-nos ...Mas, seguem seus caminhos, passam por nós. Não prendem ninguém e também a ninguém se prendem. Desaparecem, simplesmente.
A solidão é resultante do encontro com estas pessoas cometas. O importante é sermos estrelas, pois elas permanecem. O Sol, juntamente com cada ponto de prata a reluzir, pelo espaço afora, permanece por anos, milhões de anos. Precisamos permanecer. Precisamos estar presentes. Sermos luz e calor. Sermos vida. Precisamos preservar valores, amizades.

Ser amigo é ser estrela. Podem passar os anos, os séculos, ou mesmo os milênios, que a verdadeira essência permanece. Podem surgir distâncias, mesmo de milhares de anos-luz , mas as marcas da verdadeira amizade ficam sensibilizadas no filme de nosso coração, de nossa alma. Ser estrela , neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas, pessoas fugazes , é um desafio. Mas, como todo desafio, há uma recompensa. Neste caso, o engrandecimento da nossa essência, mostrando-nos a que viemos e aonde vamos, quando chegarmos ao termo em nossa tarefa.

Que nosso brilho, nossa luz, nosso calor invadam nossa breve passagem terrena, irradiando fluxos da mais harmoniosa energia. Que, um dia, possamos olhar para trás e ver que deixamos os mundos por onde passamos melhores do que encontramos. Ser estrela é nascer e viver, não apenas existir. Não é brilhar em vão com as mesquinharias que nos circundam. É irradiar o infinito da alma, mesmo que ao redor exista vácuo.

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